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domingo, 1 de agosto de 2010

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O salvador da pátria (não da nossa, claro...)

Eu achava que, finalmente, tinha encontrado a locadora de filmes ideal. A Vídeo Nacional era o que eu precisava. Pertinho de casa, ali na Carlos Góes. Mas nem precisava ser, afinal o que a diferencia das outras é o fato dela entregar e buscar os filmes de graça! Eu, na minha preguiça de sempre, me dei por satisfeita em me tornar sócia e pagar R$7 por cada lançamento. Aliás, acreditam que mesmo precisando só ligar para que buscassem o filme eu sempre pagava mais de uma diária? Um terror...

E também nunca entendi o propósito da Blockbuster no Brasil (que agora faz parte das Americanas Express). O filme era mais caro e não havia a opção de entrega. Na minha mente empreendedora sempre pensava: "É só comprar uma bicicleta pro cara e cobrar R$2 da entrega. O dinheiro fica para ele e ninguém sai perdendo." Enfim, depois veio uma promoção de o filme custar R$3,50 naqueles dias que ninguém quer alugar filme... menos mal.

Quando cheguei em Nova Iorque e fui à minha primeira aula do curso, logo que cheguei em casa já saí pela vizinhança procurando uma Blockbuster para alugar os filmes citados pelo professor. "Hi, do you know where I can find a Blockbuster?", "Blockbuster? No, sorry.". Como assim? Não tem uma Blockbuster em cada esquina em NY? Nem uma genericazinha? Ah se a Vídeo Nacional não fosse tão Nacional assim...

Pois bem, frustrada, comecei a me perguntar o motivo disso. E aí, após questionar algumas pessoas, elas todas vieram com a mesma resposta: "Você não conhece o Netflix?". Eu, brasileira descrente que sou, continuava a minha busca por uma locadora física, pois a promessa de uma virtual não me soava bem.

Eis que resolvi testar.

O Netflix é a coisa mais incrível que eu já vi (não literalmente, eu adoro dizer que as coisas que eu gosto são as mais incríveis). Eu adoro organização, e isso é o que não falta no site. É assim: a partir de U$9 por mês você se associa e recebe os filmes em casa! Você tem a sua "Queue", a sua lista de filmes. O acervo deles é demais, não tem o que você não ache lá. Sim, galerinha cult de cinema do Brasil, eles têm O Encouraçado Potemkim e Cidadão Kane. Sim, viciado em TV, você consegue ver todas as temporadas de 24 horas, Weeds, Brothers and Sisters, Nip/Tuck, Lost e tudo mais. Tem para todo mundo!


Daí, é só ir montando sua lista com os filmes que você quer assistir (em ordem de preferência) e em um dia útil (quando se diz nos EUA um dia útil é porque realmente é um dia útil) o filme chega na sua casa no lindo envelopinho vermelho da felicidade. E você pode ficar com ele quanto tempo quiser! Tem mais... o envelope que ele vem é o mesmo envelope que ele vai - o selo, o endereço para o remetente (ou agora o destinatário) já estão lá. É só colocar o CD de volta no envelope, retirar a fita que protege o adesivo e lacrar. Aí você vai naquela caixa de correio da esquina e joga lá dentro. Todo esse vai e vem de filmes você recebe por e-mail. O dia que vai receber o filme tal e o dia que eles receberam o que você mandou de volta.


(Sim, Star Wars Old School)

E o maaais incrível de tudo: It actually works! Eu já ouvi dizer que existe algo assim no Brasil, mas nunca tive fé para testar. Acontece que a falta de locadoras físicas por aqui se justifica justamente por isso - todo mundo conhece o Netflix, são mais de 15 milhões de membros (dados de Junho/2010). Dá super certo, por alguns motivos, e um essencial é certamente é a eficiência do correio americano. Aqui as pessoas enviam documentos importantíssimos pelo correio, com prazo apertado, sem falar nas compras que chegam muito bem, obrigada.

Cada página de filme vem carregada de informaçõe dignas de IMDB: Dados completos do filme, trailer, avaliações de membros e avaliações de críticos (do "naipe" de New York Times e USA Today), prêmios e detalhes do DVD que você vai receber - como idiomas, formato da tela, região, duração e etc.

Logo depois de adicioná-lo à lista, aparece uma janela te indicando mais filmes que você possa gostar, se baseando na semelhança com aquele.

Além do sistema de entrega de DVDs, o Netflix disponibiliza um acervo (um pouco modesto, por enquanto) de filmes e episódios de TV para streaming. Ou seja, você pode ver a hora que quiser pela internet. E não é que nem aquela qualidade da Globo.com que faz com que, em Full Screen, a cara da Cláudia Raia tenha 6 pixels. É realmente bom, além de não ter interrupções para aquele carregamento chato ("buffering", como eu te odeio). O máximo que já me aconteceu foi, no meio de um filme, uma tela aparecer, como se estivesse envergonhada "Desculpe, estamos terminando de carregar seu filme para que não haja mais interrupções no futuro". Uma vez só!

E se você não tem paciência para assistir no computador, uma novidade: O Netflix oferece o streaming por outros aparelhos como blu-rays, Videogames (Wii, PS3 e Xbox) e algumas TVs HD que já vem com o dispositivo. Eu tenho o Wii - pedi pelo site um CD (esse eu não tenho que devolver), que eu coloco no videogame e ele se conecta por Wi-Fi à biblioteca online do Netflix e pronto! Acabei de ver um documentário na TV através da parceria Wii + Netflix.

O plano de U$9 é o básico - você pode alugar um DVD por vez e assistir online o quanto quiser. Mas existem planos (todos ilimitados, só dependendo de você devolver o que alugou) de até 8 filmes por vez. Eu tenho o segundo, enquanto vejo um, o outro ja vai chegando - custa U$14.

Uma vez logado no site, eles já separam os filmes para você pelo seu gosto. "Movies you'll love". É assim que aproximadamente 60% dos membros escolhem seus filmes. Isso funciona justamente pela avaliação dos milhões de associados de cada filme. Em média, cada membro já avaliou (naquele esquema de 5 estrelinhas) 200 filmes. A cada dia, são avaliados 4 milhões de filmes!


Eu não tinha noção do tamanho da coisa até pesquisar. Olha isso: são entregues 2 milhões de filmes por dia. Mesmo sem lojas fixas, a equipe é de mais de 2000 funcionários.
Netflix has revolutionized the way people rent movies - by bringing the movies directly to them. With today's busy lifestyles and consumers demanding more value and control, it's no wonder that Netflix has become the preferred online provider of the home entertainment experience. (netflix.com)
Essa é uma daquelas coisas que eu vou chorar semanalmente por não ter quando voltar ao Brasil (junto com os Cupcakes).

Mas, para não dizer que não falei das flores, as Blockbusters existem sim - em versão Express! Mais comum em supermercados, parecem caixas eletrônicos de filmes.

Simples assim: Você busca o acervo - e vou dizer que fiquei surpresa com a quantidade de títulos (praticamente todos os lançamentos) que tem lá dentro - escolhe os filmes que quer, passa o cartão e voilá! O filme sai na hora. Sabe quanto custa?! UM dólar! U$1 por dia! Aí no dia seguinte você vai lá e coloca o filme de novo na máquina. Só! Não precisa de conta, dados, burocracia nem nada.

Tinha uma B. Express perto da minha casa em NY, dentro do Gristedes (supermercado). Mas, não sei porque, nunca quis experimentar. Como estou agora na Flórida (onde existem diversas Blockbuster físicas, sabe-se lá Deus porque) e o correio da casa do meu pai está transferido para o trabalho dele (já que ele está viajando como disse no post abaixo e não teria ninguém aqui), os filmes do Netflix fazem uma pequena viagem extra até chegar na minha mão. Então, busquei uma alternativa enquanto não mudo o correio de volta pra cá, e conheci a B. Express aqui pertinho, dentro de um Publix (supermercado também).

E, por útltimo - ou assim espero - tem a Red Box que funciona exatamente como a Blockbuster Express. Você entra no site e acha o quiosque mais próximo de você. Também 1 dólar.

E eu dando graças a Deus pela Vídeo Nacional...

Por que para nós, brasileiros, tudo tem que ser mais caro, mais complicado? Por que não conseguimos ter a qualidade de vida que se tem em outros lugares? Eu sei, essas perguntas já são muito repetidas e todo mundo está cansado de saber que é assim que é. Mas engraçado né, enquanto pagamos 3x o preço de tudo ainda nos achamos "os malandros"...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

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Apple Store


Se tem uma coisa que eu entendo bem é loja. É triste, mas é verdade.

Eu nem sabia da existência desta sobre a qual escrevo hoje. Mas depois de um passeio no Central Park, andando em direção à 5a Avenida é impossível não notar a maçã flutuante de Steve Jobs. (No mapa tá uma estrelinha, o Paint não tem maçã!)

As Apple Stores não são nenhuma novidade, todas lindas, branquinhas, com os novos modelos de Ipods e MacBooks para livre uso de quem estiver passando. A parede cheia de acessórios para os produtos também está presente em todas as filias. O mais legal pra mim até então dessas lojas nos shoppings da Flórida ou em lojas de rua eram as vitrines. Sempre muito criativas e atraentes!

Mas a Apple Store da 5a Avenida nem tem vitrine! E precisa?


Eu não sei o que acontece nessa cidade (quer dizer, sei sim: tudo!) que em certos lugares parece que é SEMPRE feriado! A gente tá em mês de férias? Sei lá. Pra mim era só no começo e fim do ano ou no meio, mas o povo gosta mesmo de viajar. Tem turista o tempo todo em todo lugar e com muita disposição! Já falei aqui sobre o quanto não me sinto à vontade cercada de turistas, né? Mas não adianta, tentei esperar pra ir no MoMa, na Apple Store, e em outros lugares, pensando que: "Ah, agora tá muito cheio, daqui a pouco esvazia..." Esvazia nada! Prende a respiração e se joga na massa!

Enfim, estou dizendo adeus ao PC e migrando para o Mac. Nerd como sou, não sei como isso ainda não aconteceu antes. Estou muito apreensiva, é um whole new world. Mas como tenho usado bastante o dito cujo no curso (de cinema), para editar e outras coisas, já estou me acostumando. Ainda não decidi qual será - por isso fui à loja para poder pesquisar. E percebi que as pessoas vão lá achando que é Lan House! Caceta! Todo mundo usando o e-mail, vendo vídeos no Youtube (devo admitir que também usei o e-mail, mas era com propósito de testar a confortabilidade do teclado!), jogando... Galera, vocês tão em NY, vão passear no Central Park ali do lado ou fazer umas comprinhas na 5a Av.!
Mas nããão.. Olha a filinha pra pagar:


Isso é possível porque a loja é lotada de todos os notebooks, desktops, Ipods, Iphones, Ipads da marca. É muito computador, são +- uns 10 exemplares do mesmo modelo. Não dá nem pra dizer que eles estão exagerando, a demanda exige!


É uma experiência, não é o simples ato de comprar. Em certas mesas, tem palestras sobre um produto. Wokrshops, como eles chamam. Tem um vendedor no canto da mesa, com um microfone e uma tela ao lado que mostra o que ele está fazendo. Da outra vez que eu fui ele estava usando um Iphone e tinha uma câmera posicionada em cima do aparelho que transmitia a imagem ao vivo para os 'alunos' ao redor da mesa. Ontem era o Ipad.

Que, aliás, é obviamente a sensação do momento (papai já tem o seu, não falei?!). A loja está coberta de propagandas dele. Ele é lindo, ele é charmoso, ele é multi-funcional. Ele, pra mim, por enquanto, é um Iphone gigante! Depois de esperar alguns minutos, tive acesso a um (nesse caso tem uns 30 Ipads para os clientes usarem, não apenas 10 como os outros 'mortais' da Apple). Usei um pouco, o vídeo é realmente sensacional, ou sença (nova gíria, by Cadu)! Infelizmente não deu pra perceber se o som era bom pelo barulho que estava na loja! Achei meio pesado pra ficar segurando, mas também, eu sou meio fracota.

No site da loja tem os horários para Workshops e eventos, como "Meet your new Ipad" (conheça seu novo Ipad), ou "GarageBand hands-on Workshop" (Workshop prático do GarageBand). Dá para fazer uma 'viagem de campo' (como fala isso mesmo?) com seus alunos pela loja, entre outros. Eles têm um lema: "Come to shop. Return to learn" (Venha para comprar, volte para aprender).


Não posso deixar de frisar o quão linda é a loja. É bem grande e espaçosa - ou era pra ser, sem as milhares de pessoas! Entre o Central Park e a arquitetura clássica da 5a Avenida, foi erguido em uma praça (que é uma graça, com um chafariz e várias mesinhas) um imenso 'bloco' de vidro - a loja é subterrânea! Tem até um elevador lindo para os preguiçosos. É tudo feito de vidro na entrada, desde o chão até as escadas e paredes do elevador. Ã noite, com a iluminação, ela fica ainda mais bonita (vejam no site a foto profissa).



Um dos segredos da fortuna de Steve, ao meu ver, não são os dispositivos em si apenas. Mas o que vem com ele. Porque todo mundo queria um Ipod? Eu tive o mini, o shuffle, o touch, o nano... Eles quebram antes de outro MP3, não têm conserto, são mais caros e muitas vezes com menos capacidade do que outros. O design é sempre de babar, de qualquer produto Apple. Mas e os acessórios? E todo o mundo que gira em torno de um simples aparelhinho?
Desde capas até rádios de carro que vem dizendo: feito para Ipod. Ipod mesmo, não é MP3! Será que eles têm alguma relação com a Apple? Ou só sabem que vão se dar bem se grudarem no produto?

As capas aqui são surreais, tem de tudo! Pra computadores e Iphones/Ipods. Tem lojas, como a Juicy Couture, que são adeptas de terem a sua versão - e cobram uma nota por isso! Então é isso, você compra o telefone, ou o MP3 ou o computador. Aí logo abaixo do seu pedido (se for online) ou na parede ao lado tem: 'tudo o que você precisa para incrementar seu produto'. E é isso aí, um cabinho aqui, um carregadorzinho ali, um programinha acolá. É um mundo de produtos complementares! Além do mundo virtual, agora com os aplicativos, como já disse há alguns posts.

Sem contar com os milhares de fones incríveis e caixas de som feitas especialmente para o Ipod. Principalmente Bose, que custa o preço do próprio aparelho. Eu ouvi alguém na loja dizer algo sobre os 'Ifans'. É, esse tipo 'I' também não falta por lá!

Não sei se deu pra entender, mas o que quero dizer é que você acaba não só gastando R$200 no Ipod ou U$1000 no computador. A Apple e outras indústrias vêm com milhões de coisas especialmente para você! Isso é bom? Sei lá! Pra quem é compulsivo desequilibrado que nem eu, não. A Amazon já cansou de me entregar capinhas de Iphone coloridas.


Apple Store: 767 Fifth Ave - (212) 336-1440 (na altura da 59th)

(também tem uma mais para Downtown, vou pesquisar)

terça-feira, 6 de abril de 2010

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Iphone X Blackberry

O que vocês vão ler a seguir é uma visão muito leiga e ignorante (mais ou menos a proposta do blog, hehe) sobre essas duas maravilhas tecnológicas a partir de uma análise (leiga e ignorante) do pessoal daqui.

Mais nerd que eu só nascendo de novo. Talvez meu irmão de 3 anos consiga, já que ele acha que toda tela é 'touch-screen' e já sabe colocar os vídeos no Youtube pelo telefone e jogar certos jogos. O fato de o meu pai vir com todas as tecnologias antes de todo mundo também ajuda (eu fui provavelmente a primeira criança a ter um MP3, thanks Dad!). Portanto, essa questão de eletrônicos e afins me interessa muito! Já testei muitos celulares, e uma vez tendo possuído o maravilhoso artefato móvel idealizado por Steve Jobs, o tal de Iphone, eu não quero outra coisa na minha vida! Ele já era ótimo no Brasil, quando eu herdei um que passou pelo meu pai e irmão (é muita humilhação herdar coisas do irmão mais novo, oh céus) e chegou pra mim desbloqueado - só assim, porque pagar quase 2 mil reais na Vivo estava fora de cogitação. E eu nem tinha pacote de dados! Aqui então, que custa menos de 200 dólares o novinho eu tô feliz da vida.

Andando por aí eu vi que muita gente tem um Iphone (o 3G, versão anterior ao 3Gs custa só
U$99!), mas não tanta quanto eu achava (err... pra mim ia ser 100% da população). Principalmente entre os jovens, o que divide a atenção da galera é o BlackBerry. Tenho certeza de que essa disputa Blackerry X Iphone não é só daqui, sei que no Brasil isso também existe. Mas só agora parei para prestar atenção.
Não sei ainda muito bem como ele funciona, tentei descobrir um pouco. E perguntava, porque vocês não têm um Iphone?! E descobri o maior atrativo da concorrência: O BBM - BlackBerry Messenger.

O BBM permite (ou obriga, sei lá) que todos os usuários fiquem online o tempo todo! Você pode ter o MSN no Iphone, mas ele ainda não é multi-tarefas. Ou seja, quando a gente está online do MSN (ou no Skype), tem que permanecer na 'página', não rola de deixar o telefone na bolsa ou fazer uma ligação ao mesmo tempo em que seu bonequinho aparece verde na lista dos seus amigos. Às vezes eu até entro no MSN para falar com alguém quando estou na rua, mas é sempre rapidinho porque não há paciência pra ficar com o telefone na mão sem fazer nada mais do que falar com as pessoas.

Eu fiz uma mini-pesquisa com os amigos do meu irmão (moram em Washington e tem +- 21 anos) que não se desgrudam do telefone um segundo. Eu, bem tupiniquim, falei: 'Gente, porque vocês não têm um Iphone?!' E vi que existe uma legião de fãs do BB que nem cogitam mudar de aparelho. E ok, o Iphone já é viciante em um modo não-saudável, mas uma vez que você tem um aparelho que faz de você um bonequinho ambulante, 24 horas por dia, passa dos limites da simples portabilidade, né?!

E eles falaram: "A gente sabe quando a pessoa recebeu a mensagem, e quando leu também. Então não tem essa de alguém te ignorar. Ou você pensa: 'Ei, porque ele não está respondendo??". Isso é possível porque lá na telinha do chat aparece: D ou R, de Delivered e Read (entregue e/ou lido). Quer fazer um charminho?! Já era! Ajoelhou, tem que rezar. Ou leu, tem que responder!

Ao meu ver, o sucesso desse tipo de 'rede' depende de quanta gente tem. Por exemplo, o Nextel. Eu sinto que não pegou tanto, porque é o mesmo esquema: se todos os seus amigos têm, aí é ótimo, porque você se comunica com todo mundo de graça. É meio inútil se você paga por um serviço que não te permite falar com tanta gente assim. Pelo que eu vejo nem tanta gente tem Nextel assim. Já o caso do Blackberry aqui, entre os jovens principalmente, funciona. Porque você tem vários amigos na sua lista e essas mensagens entre os telefones são de graça (ou incluídas no plano).

Além disso, me parece que a câmera do BB é bem boa, e tem flash, diferente da do Iphone. O que coloca o aparelho da Apple em destaque, além de milhões de benefícios, é a App Store, com seu número crescente de aplicativos para todos os gostos! O Blackberry também tem aplicativos, o App World mas eu não sei ainda em qual extensão, comparado ao Iphone.

Mas fala sério, o aparelho da Apple te permite TUDO! Cada um tem o seu personalizado com aplicativos. O meu tá cheio de aplicativos de fotografia, tem lá os do Facebook, Orkut, NY Times, Brasileirão 2010... Tem até um da Vogue de fotografar as peças de roupa e fazer que nem a Alicia Silverstone em "As Patricinhas de Beverly Hills" (tradução podre de 'Clueless') e escolher virtualmente a roupa que vai usar! Nerd e patricinha, ok!

E o melhor de tudo pra mim é o mapa. Principalmente para turistas. Eu cheguei aqui sem saber usar o metrô e sem saber chegar nos lugares (acho que como todo mundo...). No mapa do telefone você digita o endereço do lugar ou o nome de onde você quer ir (ex: Starbucks, ele identifica todas as Starbucks nas proximidades de onde você está) e clica: Directions to here. A pé, de carro ou de metrô, você escolhe. Ele te diz o caminho, o tempo que vai demorar, e se for de metrô é aí que a mágica acontece: você nem precisa decifrar as linhas, o aplicativo te diz exatamente o trem que se pega, e as baldeações necessárias para o seu destino. Tipo: pegue o 4 até a Union Square, depois baldeie para o 6 até Astor Place. Não precisa ficar que nem um turista babaca durante horas na frente do mapa no metrô e ainda por cima fazer o caminho errado. MARA!!!

E ainda por cima, a maior parte dos lugares que você acha no mapa dá pra clicar e VER a vizinhança, pelo Google Earth integrado. Você consegue passear 360 graus pela rua e ver a fachada do bar que você pretende ir à noite. Isso foi essencial para que eu conseguisse me movimentar por aqui sozinha, sem ter medo de me perder. Além de tudo tem um GPS, para você saber mais ou menos (devo admitir que a bolinha azul que deveria indicar exatamente onde você está às vezes se mexe sozinha e vai parar 3 quadras depois) onde está.

Uma vez selecionado o lugar, você clica e pode ter informações, como o telefone (que é só clicar para ligar), e-mail, site, endereço, etc.

Tem aplicativos que são record de downloads por aqui, como o Shazam (tem para BB e Iph):

Se a sua playlist é exótica que nem a minha (morro de medo de alguém puxar meus fones de ouvido no meio da rua e ver que eu estou ouvindo Alejandro Sans cantando 'Corazón Partido' ou Antonio Banderas e Eddie Murphy como o gato e o burro de Shrek cantando 'Livin da Vida Loca') o Shazam é um must!!! Na verdade para qualquer pessoa que goste de música, mas quanto mais eclético você seja, mais útil ele é, na minha opinião. É o seguinte: você esta num lugar (casa de alguém, boate, bar) e se amarra na música que está tocando. Que música é essa?! Pega o seu telefone, clica "tag" e Shazam! Ele te diz o nome, cantor e CD (com capa e tudo) da música que está tocando. Pra quem é dentro da lei e te escrúpulos (o que não é o meu caso), dá pra baixar diretamente do Itunes na mesma hora. [Eu espero chegar em casa e baixo no Lime Wire - mau exemplo.] Antes dessa modernidade na minha vida, olha o que eu fazia: decorava uma frase da música e procurava no Google ou no Let's Sing It (bom site para achar as letras) o nome da música pelo trecho que eu tinha. Ufa! Você não paga nada pelo aplicativo se quiser ter direito a 5 "taggeadas" por mês. Mas ele custa U$4,99 para poder usar o quanto quiser.
Outra coisa importante, quando você acha que ele não vai reconhecer porque está muito barulho, nananinanão. Reconhece sim! Já taggueei (nossa, exagerei) diversas músicas brasileiras, inclusive.

Também tem o Pandora, que vem no post seguinte, comecei a escrever e vi que tem muita coisa a ser dita sobre ele!

Bom, faltou me aprofundar mais nos outros benefícios do Blackberry. Mas acho que, pelo menos entre os jovens, o BBM é o que está revolucionando o comportamento das pessoas, agora online 24/7. O Iphone vem com tudo no design e aplicativos, que diversas empresas criam diariamente para atrair o público. Muitos deles de graça, para promover o que seja. Muitos filmes têm aplicativos de Iphone, assim como revistas e jornais. Para que o usuário esteja a um clique do produto. Tipo, o aplicativo daquele filme (super cult) Brüno (o cara do Borat), que permite que você escolha o tipo de cueca que o sujeito vai usar, tirar foto da cara de alguém e deixá-lo com o corpo do Brüno ou até importar Ringtones com a voz do personagem.


Por enquanto, como deu pra perceber (vou cobrar o Steve pela propaganda do produto) sou fã do Iphone e não tô querendo saber de estar online o tempo todo. Prefiro as ilimitadas opções do incrível mundo dos aplicativos!


Ps: Pai, agora precisamos testar o Ipad!