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quarta-feira, 28 de abril de 2010

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Um mundo de Hot Dogs

Quando passamos na frente do Papaya King, uma lanchonete muito com cara de que falta pouco para ser fechada pela vigilância sanitária, alguém me disse: "Aqui tem o melhor cachorro quente de NY!". Com a minha melhor cara de nojo, dando mais uma olhada no local, falei: "Jura?!".

O Papaya King engana! Desde as escolhas visuais muito duvidosas, passando pela grosseria e ignorância dos atendentes até o espaço apertado que exibe caixas de papelão que claramente deveriam ficar no estoque, você pensa que está naqueles bares de Copacabana com X Tudo e vitaminas mil. Porém, caro leitor, eu testei e aprovei! Que maravilha de cachorro quente!!!

Devido ao excesso de informação visual, ficou difícil entender completamente o cardápio, mas pelo que eu entendi, as especialidades do local são duas: o já citado cachorro quente e os sucos (esses eu não fiz questão de atestar a qualidade).

Eles têm um lema: Papaya King Frankfurters are tastier than fillet mignon. Eu bem que tentei interpretar a frase, mas não consegui entender muito. Pra começar, não sei o que são Frankfurters - será que são as salsichas? Bom, tudo o que eu sei é que são tasty mesmo!

O cachorro quente vem naquele pão simples à la Geneal (pior cachorro quente do mundo - sim, eu sei que há controvérsias), e você pode escolher todo o resto. Tem diferentes tipos de salsicha e 'molho': Chilli, queijo, cogumelos, cebola (nas mais diversas versões), pimenta, cole slaw (tipo uma salada de repolho com maionese), etc. Daí você faz as combinações!


Eu pedi o de chilli com cheddar, uma combinação bem levinha (custou U$2,49). E provei também o combo que vem com cebolas fritas, uma delííícia! Tem até um cachorro quente que vem com elas on top - minha próxima vítima. Ah, como diversos lugares aqui, só tem Pepsi! Argh! E é stand-up, ou seja, sem cadeiras ou mesas - tem uma bancadinha.


Descobri que essa filial que eu fui (do Upper East) foi a primeira já aberta pelo dono, que era um grego recém chegado aos EUA. Ele viajou para a Flórida e se encantou com as frutas tropicais de lá e resolveu abrir uma casa de sucos com essas belezuras em pela NY em MIL NOVECENTOS E TRINTA, é isso mesmo, 1930! Eita, faz tempo. E se chamava na época Hawaiian Tropical Drinks, Inc.

Tá, aí olha que viagem: A loja não tava fazendo sucesso e as frutas apodrecendo, então ele decidiu colocar sainhas havaianas nas garçonetes e plantá-las na porta da loja distribuindo provinhas dos sucos. Pronto! Sério, esse é sempre o segredo de algo bem sucedido? Homens, cresçam!!!
Tudo ia muito bem, tudo ia muito bom. Mas o grego (chamado Gus Poulos, lindo nome) sentiu que faltava alguma coisa (hummm, já imaginamos o quê né!). Um belo dia, resumindo, ele estava andando de patins pra impressionar uma gatinha alemã (Birdie, outro lindo nome), caiu e se machucou todo. Ela ficou cuidando dele, levando comida alemã. Daí, quando eles se casaram, o cachorro quente (o tal de frankfurter) entrou de vez na vidinha mais ou menos dos sucos! Thanks, Birdie!

O nome do lugar mudou porque alguém apelidou nosso amigo Gus de Papaya King. Ao longo dos anos, eles abriram várias lojas pelos EUA, inclusive uma na frente da filial da rua 86 (essa que eu falei acima), no melhor estilo Starbucks. Mas pelo visto, com a morte do Gus, o resto da família tomou conta do negócio e, sabe-se lá porque, só existem umas 4 lojas por aí.

Papaya King - 179 East 86th Street (esquina com a 3rd Ave) - (212) 369-0648

Fica aberto todo dia até meia-noite e sextas e sábados até às 2am!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

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Washington - Parte 1,5

Pra quem continuou, uma parte especial e importante: Mr. Yogato!

O Mr. Yogato é um daqueles lugares de frozen yogurt que abriram que nem Konis no Rio. Meu irmão é louco por lá! É um lugar pequenininho, que vende um iogurte realmente bom. Eles têm 18 sabores, mas servem 4 por vez (num sistema 'rotatório' semanal).
Mas o que diferencia o lugar é indiscutivelmente o bom humor.

Entenderam? Você ganha desconto se estampar o nome da loja na sua testa! E coisas do gênero... além de ele ser fã de Seinfeld - ponto pra ele! O bar, fundado há pouco mais de dois anos, foi criado por um "cientista de foguetes" em busca de um iougurte delicioso e saudável. Quão nerd?

Dá pra jogar um Nintendo super velho (não me perguntem que eu não sei qual é), com várias fitas (não funcionou? assopra!), cantar no karaokê, recriar a coreografia de Thriller para ganhar 20% de desconto, se vestir como o tenista dos anos 80 Bjorn Borg para 25% ou até mesmo cantar "I'm Too Sexy" com o sotaque sueco do cantor para pagar apenas metade!

Tudo isso se deliciando com seu iogurte que é non fat. E para os "locais" da casa, como meu irmão, ainda tem segredinhos especiais, como a "cool spoon", que fica longe do alcance dos meros mortais. Você pede, e a vendedora discretamente busca uma colher maior e de outra cor para você.


No mais, você escolhe entre três tamanhos, o número de coberturas (chamados de 'mctoppings'), que incluem desde Haribo (pra quem não estudou no Cruzeiro são aquelas balinhas de gelatina em forma de ursinhos que fazem as crianças felizes), frutas, cereais, M&M... São 40 no total. E no balcão ainda dá pra encontrar potes de pimenta, sal e manjericão. Hum....

Ah! E a interatividade não pára por aí. Você pode sugerir um sabor (de iogurte ou de cobertura) e se for aceito, eles colocam o seu nome! No ano passado, meu irmão sujeriu o sabor de maracujá, que fez o maior sucesso! Marco's Passion (maracujá em inglês é passion fruit). E ganha desconto pra vida toda! Maravilha!


Olha aí:


No site eles já dizem:
We look forward to seeing you at Mr. Yogato (and hearing you order in a funny accent).

Pois é, irmã coruja e apreciadora de "como se vive aqui?" que sou, meu domingo aleatório foi tão satisfatório quanto o sábado turístico em Washington. Além de ter sido apresentada ao incrível Tenacious D (Jack Black em sua melhor forma) pela juventude que me cercava!

Mr. Yogato - 1515 17th Street NW - Washington, DC 20036 - 202.629.3531

sexta-feira, 2 de abril de 2010

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Comendo tailandês no Brooklyn

Eu ainda vou escrever muito aqui de Williamsburg, que é o bairro "cool" do Brooklyn. Já fui lá umas 3 vezes, mas não me sinto muito conhecedora do assunto ainda para me aprofundar sobre o local. Só sei que pegando o metrô (4, 5) se sai na Bedford Ave que é a rua do agito! Restaurantes, brechós, camelôs (ai que saudade de casa!), lojas e muita gente esquisita (no bom sentido) e jovem.

Ontem fui lá para almoçar, é pertinho na verdade. Comi em um restaurante tailandês que achei digno de um post (não que os requisitos para isso sejam elevados).


O restarante se chama Tai Thai, que criativo. Bom, fica na Bedford Ave, como já dito. E o legal é que, finalmente a primavera está dando as caras e ontem fez um dia lindo. Aí as pessoas já começam a andar de vestido e chinelo na rua e os restaurantes se livram das portas e janelas e vão se expandindo para a calçada. Pois bem, no Tai Thai eu sentei numa mesa bem na beira da calçada, o que tornou a experiência bem mais agradável - ainda mais depois de tanto tempo dependendo do aquecedor.



Já adianto que eu não entendo absolutamente nada de cozinha tailandesa. Só sei que é picante, tem galinha e é isso aí. Infelizmente a minha companhia atual de restaurantes (minha querida Gaby, que dorme profundamente na cadeira ao meu lado) só come folhas e derivados, então o prato dela nunca serve de exemplo do cardápio (e não pude nem provar essa sem-gracisse porque tinha camarão). Bom, mas o meu foi ótimo!

Como todos os restaurantes, tem o "Lunch Menu", que é ao que eu frequentemente me limito - sempre vem com uma entrada (às vezes bebida e sobremesa), uma boa porção de comida e é baratinho. Não é que nem o almoço 'executivo' no Rio, que custa os tubos (adoro essa expressão!). Pelo menos na Zona Sul. Haja VR. Por isso que é bom trabalhar no Centro... Bom, voltando... Meu prato de arroz, galinha legumes e molho de Basil (que eu achava que era Manjericão até provar, depois eu pesquiso, tô com preguiça) custou U$5,55. E ainda veio com um rolinho primavera divino! (Só para vocês entederem, rolinho primavera pra mim é praticamente uma salada. Vem cheio de legumes, então eu ignoro que é frito. Tipo banana split - tem fruta, é light. Ou cuscus - côco! Há, isso tem um nome né? Quando a gente se engana conscientemente... se alguém souber me diz).

Não tinha ninguém, mas lá atrás do restaurante tinha uma área coberta muuuito agradável. Descobri quando fui ao banheiro - só indo ao banheiro a gente conhece realmente o restaurante, na minha opinião.


- Dá só uma sacada nesse casal estranho nessa mesa esquisita. NY é cheio dessas coisas! Eu acho interessante...
Gastei menos de U$10 e comi que foi uma beleza! Ao contrário da Gaby, que comeu alface e três camarões, coitada. Ah, e adorei o fato da bebida vir num pote de geleia. Não faz toda a diferença?


Tai Thai - 206 Bedford Ave, Brooklyn 1121




Ps: Estou escrevendo no ônibus, indo para Washington. Nerd?! Aqui tem Wi Fi! É muita modernidade para o meu terceiro-mundo-lifestyle.

segunda-feira, 22 de março de 2010

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Lá naquele Beco...


Eu não sou muito de ficar procurando lugares brasileiros quando estou fora do país. Quer dizer, se alguém me chamar ou eu passar por um e parecer atraente como qualquer outro restaurante (porque loja não dá né? Aqueles biquinis de exportação são um abuso da estética) tudo certo, vamos experimentar. Até não me recordo de nenhuma experiência recente que tenha tido. Ah, mas soube por uma amiga que, caso você esteja disposto a investir na manicure, o ideal é ir a uma brasileira. Qual a diferença? Pra mim os salões americanos são muito mais convidativos - além do que o que eu mais vejo aqui é salão só de manicure/pedicure, não tem cabeleireiro (onde eu moro custa de $20 a $35 pé + mão). Eles têm aquelas cadeiras acolchoadas, mesas espaçosas, profissionais uniformizadas, vitrines de esmaltes de todas as cores! Maaas, na hora de pintar a unha, as manicures americanas pintam apenas a unha! Há! Deu pra entender? Ok, homens não vão captar a mensagem, mas sabe quando fazemos as unhas e elas pintam a unha e um poquinho do dedo para garantir "cobertura total"? Aí depois, passam o palito, algodão e acetona para retirar o excesso e Voilá! Unhas lindas e duradouras. Aqui, elas adotam a lei do menor esforço: pintam só o necessário, sem chegar ao dedo para não precisar limpar depois. Resultado: Unhas com bordinhas não pintadas (o que por si só já fica estranho) e que duram muito menos.

Ok, isso não tem nada a ver com o tema desse post, uma vez que eu vim aqui hoje para falar de um lugar específico. Mas fazia parte do fio da meada!

Bom, anteontem à noite fui ao Brooklyn com uns amigos e fomos a dois bares: em um demos só uma passada pois um dos nossos amigos trabalhava lá e só saía às 1:30am. E era um bar brasileiro, chamado Beco. Bebemos uma batida de coco caprichadíssima preparada por ele e comemos pão de queijo! Huuum! E surpresa: eu nunca comi um pão de queijo tão bom na minha vida! Bom, depois de um tempo fomos para um outro bar chamado Metropolitan ali perto. No dia seguinte estávamos combinando de ir para um brunch em algum lugar o Rafa comentou que o Beco (ele que trabalha de barman lá) servia um brunch maravilhoso de 12:30h às 17h. Fechado!

Ontem, lá fomos nós rumo ao Brooklyn de novo. Nem é tão longe assim - breve explicação do caminho: Se você estiver em Manhattan vá até a Union Sq. na rua 14th (para mim são algumas estações downtown pelo 4, 5 ou 6, rapidinho) e de lá pegue o L que vai horizontalmente até o Brooklyn. Aí salte naestação mais próxima do seu destino (dã). Na volta o táxi deu +- $20 até beeem uptown de Manhattan (ou seja, mais longe do que quem vai para downtown ou midtown). Nada mal, né?

Chegamos ao Beco, agora com uma atmosfera totalmente diferente do que no dia anterior, onde era um bar intimista voltado para os drinques. A origem do Beco vem dos botecos tradicionais de São Paulo, mas eu realmente me senti no Rio (talvez porque eu não conheça SP direito)! O cardápio do brunch: Feijoada (que vem lindamente servida, farofa e molho em uns copinhos de "shot", arroz naquela forma de pote, e o feijão numa porção bem generosa em uma caneca - mas eu só tirei foto depois de misturar tudo!), Bife a Cavalo, Rabanada, Omelete (que vem com 3 opções de: presunto defumado, aspargos, palmito, queijo minas, queijo prato, tomate seco e tomates. Vem com batata rostie e salada verde) e Ovos - Benedict ou Florentine (ambos com molho holandês, o primeiro com presunto defumado e o segundo com espinafre. Também com batata rostie e salada verde). E... Açaí com Granola!


É bem verdade que o preço da feijoada é um pouco salgado: U$17,95. Mas vem com um drinque (à sua escolha) e um café (latte, com leite, etc). E também tem as opções de acompanhamento: linguiça, bacon, muffin Inglês, batata rostie (que eles chamam de potato pancake, mas eu vi e acho que é rostie!), salada de frutas e leite + granola.

Esses são os especiais do brunch, mas tem várias outras opções, como o tão famoso Prato Feito! Que se você falar com um sotaque americano até parece alguma coisa sofisticada. ;) Você escolhe 4 opções entre: farofa, arroz branco, feijão (carioquinha), couve e abobrinha. Meio vegetariano, né? Bom... custa $9. Além disso tem Moqueca, Ravioli, Filet Mignon e sanduíches como Beirute, Bauru e Carioca (aquele com banana!).
As entradas, chamadas de "Abre Bocas" vão do maravilhoso pão de queijo caseiro (eles que produzem tudo) que custa $4 a porção de 6 (e no brunch ainda vem acompanhando de manteiga e goiabada), Caldo Verde, Berinjela, Cuscuz com salmão defumado, Linguiça portuguesa na cachaça, Salada da Roça e outros.

Sobremesas: Brigadeiro (U$1,50 cada bolotinha - eu não gosto, mas quem provou jura que é o melhor de NY), Pudim, e outras coisas que não lembro. Do outro lado do Menu está impressa uma bela variedade de bebidas: de drinques da casa, passando por Whisky, Cervejas importadas e Vinhos da América do Sul. A caipirinha custa U$8 e é uma delícia! Ontem o Rafa nos deu de brinde uma degustação: Goiaba, Abacaxi com hortelã, Caju e Maracujá. Isso depois de pão de queijo, feijoada, café, e o drinque que vinha com a comida (eu bebi um chamado Mimosa, champagne com suco de goibada). Hic, hic!

Bom, depois de eu ter descrito o cardápio inteiro - eu bem tentei editar, mas qual desses itens poderia ficar de fora? - devo dizer que uma grande parte do sucesso do bar está no ambiente. Para começar, a música. Eu já falei aqui que a trilha sonora de um lugar é fundamental para o bem estar desta cliente? Pois é. Me vi no primeiro Domingo da Primavera de NY sentada com amigos comendo feijoada e bebendo caipirinha ao som de Chico, Seu Jorge, Jorge Ben, Djavan, Vinícius, Tom... Durante a tarde toda! Nem tiveram que apelar para Ivete ou Cláudia Leitte (nada contra a Ivete).

Quando eu já estava prestes a pedir um emprego lá, vi o dono no bar conversando com a clientela - ele é americano, pasmei! Pra mim só um brasileiro conseguiria concentrar aquele clima. E olha que não tinha nenhuma foto de uma mulher semi-nua convidando para o turismo sexual. Mas tinha Pelé nos observando... E uma estante repleta de Guaraná Antarctica, Leite Moça, Sucos de goiaba e caju, creme de leite... Não que eu tenha achado algum motivo para não querer trabalhar depois disso, só me dei conta que eu não preciso trabalhar tão longe de casa. Mas foi por pouco!


Os dois barmen (tá certo?) são brasileiros, assim como boa parte da clientela. Eu só percebi isso depois de falar em bom e alto português que o cara que tava sentando no bar tava com a bunda suja e ainda por cima empinando-a, quando ele virou e me olhou com os olhos de fúria. Ops...

Lá tem um telão para jogos e afins, e a Copa promete bombar lá no Beco! Todos os jogos passarão lá, e ao longo do campeonato eles vão promover 'Bloc Partys', que são festas que tomam o quarteirão, com direito a mesas na calçada.


Só para não dizer que eu não falei nada de mal, devo ser imparcial: Não tem Coca-cola! Só Guaraná, que eu não gosto. Mas isso foi facilmente resolvido dando uma escapada para a lojinha ao lado e comprando uma garrafa da bebida proibida.

Depois de lá, uma passeadinha por Williamsburg, o bairro boêmio do Brooklyn (obviamente venho falar dele depois) que abriga o Beco (que abriu em Maio de 2009, esqueci de falar). Entra aqui para saber mais. Maravilha, maravilha!


Beco: 45 Richardson St, Brooklyn NY 11211 / Tel: 718-599-1645

Seg - Sex: 7am - 2am / Sáb: 10am - 2am / Dom: 10am - 11pm

quarta-feira, 10 de março de 2010

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Um cafezinho, por favor

"Never be without great coffee".

De onde você acha que pode vir essa frase? Yeap! Starbucks.

Durante este tempo que estou aqui venho me perguntando, qual será o sucesso dessa imeeensa rede? Será mesmo só pelo "ótimo café"?
Bom, eu não sou nenhuma expert em café - amo o cheiro e tomo com leite - o que deve fazer de mim uma completa leiga provavelmente. Mas com essa vida de frio e muita besteira pra comer, o café tem sido um ótimo companheiro nas horas que eu quero devorar três cupcakes e um bagel cheio de manteiga! Então assim começa mais uma apaixonada pela Starbucks. [como se eles precisassem de mais um.]

Quando abriu uma Starbucks no Shopping Leblon, no Rio, eu logo pensei: eba! No momento eu só tomava o Frapuccino que vem na garrafinha de vidro... foi quando eu contente e alegre enfrentei a fila e vi que esta preciosidade não tinha sido importada! WTF?!

Depois dessa traumatizante experiência percebi que peguei ódio daquela filial. Na verdade isso foi só o pontapé inicial, mas o que realmente me revoltou foram os preços ridiculamente exorbitantes! Eu não me lembro direito, e se alguém frequenta pode me dizer.. Mas sei que o bolinho de chocolate (acho que nem um cupcake legítimo é) custa R$7. O café uns R$5. Pô! E o pior de tudo é que existe uma fila imensa em um país que o que não falta é um bom e barato cafezinho (mesmo no Shopping Leblon!).

Ai eu vim pra cá e fiquei pensando.. a Starbucks aqui também é mais cara que as outras opções (tipo Dunkin Donuts), que palhaçada... É só pras pessoas andarem com o copinho branco com o logo da sereia verde e viver o Starbucks Way of Life.
Eis que eu comecei a perceber que há um, ou melhor, vários bons motivos para o sucesso da loja. Então sejamos justos!
Recapitulando: A Starbucks abriu sua primeira loja em Seattle, Washington em 1971 e a loja vendia cafés, chás e temperos (como escrito ao lado). Hoje existem mais de 15.000 lojas em 50 países (o Brasil deve ter sido o último, putz, quanta demora!). Antigamente a sereia do logo tinha os peitos de fora (além de ser mais uma baleia do que sereia)!!! Mas numa estratégia de marketing (muito sábia), deram uma modernizada no cabelo, um close-up e taparam pra tornar a moça mais... de família. Quem quiser saber mais sobre a história do logo tem um artigo legal aqui.



Minha teoria sobre o sucesso da Starbucks
  • Onde você olha tem... uma Starbucks!
Estou escrevendo com base em NY. Que eu creio que seja a cidade mais povoada de Starbucks do mundo. Mais do que Mc Donalds e Estácio de Sá no Rio, juntos, tem Starbucks em NY. Mas é pato! Saiu de casa e, oh! Olha uma lá! Perto de onde moro (92nd), tem pelo menos três para downtown: uma na 92nd, uma na 85th e 87th. Isso porque foi só até lá que andei, aposto que tem outra na 83rd! E lógico, por todo lugar, em todas as vizinhanças, você nunca vai passar mais do que 5 minutos procurando por uma.
O comediante Lewis Black tem uma teoria bem interessante sobre o 'fim do universo' baseada na quantidade de Starbucks pelas ruas. Assistam e prestem atenção porque é muito engraçado! (Créditos pra Isa, que me informou!)


  • Menu
O carro-chefe da loja é obviamente... o café. Além disso, há opções da bebida gelada (os famosos frapuccinos), acompanhada de chocolate, baunilha... ou outras combinações bem calóricas. Também tem smoothies (banana, morango, chocolate), chás (tem até o chai, are baba!). No balcão, antes do caixa, há outras opções: sucos, achocolatados e água.


O que, infelizmente, mais me atrai pra dentro de uma, além do café, são as comidinhas. Os sanduíches (queijo e presunto, galinha, tomate e manjericão) de lá, chamados Paninis, já fizeram meu almoço diversas vezes. São meio caros, por volta de U$5, mas tostados são uma delícia! Também tem bagels, pratinhos de frutas, sanduíches naturais e queijos. Mas o que me chama mais a atenção são os doces! Aii que fome só de lembrar. Iced lemon cake, cupcakes (chocolate, baunilha e red velvet, meu amante), vanilla scones e diversos outras opções descaradas de bolos e tortas preenchem a estufa que te agarra quando você tá na fila preparado pra comprar um cafezinho. É realmente uma tortura! E o melhor, é tudo realmente bem feito. O Dunkin Donuts tem bom café e chocolate quente, mas as comidas são meio nojentas. Bagels e donuts de anteontem, todos grudados e maltratados. Ah não, quero meu cupcake fresquinho da Starbucks!

  • Trilha sonora
Coffe and Music - two things a good day requires. É isso que diz no balcão onde ficam dispostos os CDs para venda aqui.
Eu não sei se é porque sou muito ligada à música, mas esse é um quesito na loja que realmente me chama a atenção. Qualquer loja de você entre, a qualquer hora, pode ouvir que a música é boa. E sempre tem uma tela mostrando os créditos da música. Neste momento está tocando Miles Davis, depois de Ella Fitzgerald - uma bela seleção musical, hein?
A Starbucks fez uma parceria com o Itunes que permitia ao cliente da loja fazer o download de uma música por semana de graça (era o 'Pick of the week'). Como os tempos mudaram, agora tem que pagar pelo dowload, mas você tem direito a se conectar gratuitamente ao Itunes, já que não há wi-fi for free.
O que me leva a um outro aspecto...

  • Casa da mãe Joana
O ambiente para mim é a principal razão da casa viver cheia. É um lugar democrático onde pessoas dividem as mesas, vêm em grupo para bater um papo, ou sozinhas acompanhadas de seu lap top. É muito comum ver diversas pessoas super concentradas em seus afazeres. Elas montam um mini-escritório, com computadores, livros, agendas e celulares. Biblioteca pra quê?
Você deve estar se perguntando sobe a internet sem fio ( e se não estiver eu vou te contar mesmo assim). É o seguinte: existe um cartão fidelidade, que não custa nada. Tem de vários modelos (o meu é de umas pessoas passeando com um cachorro) - você põe dinheiro e vai gastando com compras aqui. O mínimo é de U$10.
Bom, o que você ganha tendo o cartão? Direto a leite de soja de graça na sua bebida (que seria U$0,50), uma bebida no seu aniversário e, voilá, acesso à internet. Mas você tem que se cadastrar no site da AT&T, pois é uma parceria entre os dois. Esse negócio de parceria é uma boa sacada.


E tem mais! Existe um aplicativo para o Iphone, que ele vira o seu cartão. E em algumas lojas, você já pode usá-lo para pagar a conta com o código de barra que ele mostra. Pelo telefone você também pode recarregar o cartão ou checar quanto ainda tem.

Todas as lojas (que eu vi) seguem um padrão: as paredes para a rua são totalmente de vidro. Não são janelas, o vidro vai até o chão, sacou? Assim dá a sensação de que você está no meio da rua, porém num ambiente mega aconchegante e livre do barulho e frio que faz lá fora.


  • Leve pra casa
Como toda boa marca ultra inserida no mercado capitalista vigente, a Starbucks não se limita somente ao espaço físico de suas (trilhões) de lojas. Em todas elas, há uma estante com uma boa oferta de produtos ligados principalemente ao café, como canecas, garrafas, potes, etc. Não seria um luxo tomar aquele café sem vergonha da sua casa numa canequinha pofissa? E, vou te dizer, as opções são intermináveis.

Além disso, eles têm os próprios produtos de grãos de café, divididos pelas regiões (América Latina, África, Ásia, etc). Eu não vou me aprofundar nesse quesito pois eu realmente não entendo muito de café. Tem uma coisa (acabei de ver uma mulher passando na rua com um carrinho para 6 crianças, 6!) bem legal, o Starbucks VIA Ready Brew, que são sachês de café, para serem preparados como chá. E andei pesquisando no site, existe o Starbucks Subscription Delivey Program - você recebe café todos os dias (ou com a frequencia que quiser) na sua casa!

E se você não estiver certo de qual sabor gosta mais, também tem a opção de "degustação" de chás e cafés que dura 3 meses. Bom né?
Existe ainda muita coisa a ser dita sobre a Starbucks, essa é só a minha visão geral. Cada detalhe, da decoração à consistência do bolo de limão faz a diferença. O site é uma ótima fonte para quem quiser se aprofundar. Mas o melhor mesmo é visitar uma, sentar e observar.

Ops, estão me chamando!

"A tall coffee with extra milk for Karen!"