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quarta-feira, 3 de março de 2010

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O aeroporto e eu

Neste momento escrevo de um lugar que está longe do frio que faz em NY. Estou na Florida, na casa do meu pai - ele mora em Fort Lauderdale, +- 1 hora de Miami. Viajar pelos EUA é bem simples e sem burocracia. Como aqui é bem longe de lá - eita país grande - vim de avião, o que leva aproximadamente 3 horas.


  • Passagem
Ainda não estou muito expert em cias aéreas por aqui que fazem vôos domésticos, até hoje só viajei pela Jet Blue, mas existem outras como a Southwest, Delta, Continental, etc. Existe um site chamado Expedia que procura os menores preços, comparando as companhias (além de buscar hotéis, cruzeiros, aluguel de carros).
Como em NY tem mais de uma opção de aeroporto, você pode escolher o que for mais barato ou o mais perto do seu destino. Algumas cias só voam para um aeroporto.
  • Escolhendo o Aeroporto
Eu não sabia, mas em NY existem dois aeroportos: além do famoso JFK (John F. Kennedy), o La Guardia. A diferença entre os dois é como entre o Tom Jobim e o Galeão no Rio: o JFK faz primordialmente viagens internacionais e o LaGuardia recebe os viajantes locais. Ambos ficam no Queens, mas o LG é mais perto de Manhattan. Olha o mapa ali do lado direito no fim do menu.
Também tem o aeroporto de Newark, que fica em New Jersey. Segundo o guia do NY.com, apesar de um pouco mais distante que os outros dois, Newark pode valer a pena por ser mais vazio e ter mais "facilidades tecnológicas". Eu já viajei pelos três (sempre em vôos domésticos), mas o que eu mais gostei foi de fato o JFK. Mais detalhes adiante!
  • Chegando ao JFK de metrô
Como dito acima, é mais longe chegar ao JFK do que o LaGuardia, caso você esteja em Manhattan. Ainda não descobri como se chega ao LaGuardia, mas quando vim para NY aterrisei nele e paguei por volta de U$20 de táxi até o Upper East Side. Não é tão caro, né? Ainda mais com três malas (quatro, se contar comigo). Mas quando me vi tendo que chegar ao JFK para ir para a Flórida percebi que essa quantia seria mais do que dobrada. Já que eu só tinha uma malinha tamanho mini (para os meus padrões), decidi: mapa do metrô em punho, informações do porteiro e, vamos lá: de mala e cuia no metrô.
Acordei 3 horas antes do meu vôo - e nem dormi à noite pensando nos custos da minha aventura. Sairia muito mais caro perder o vôo do que pagar um taxi. Mas como eu ainda não ganho em dólar, a vida não tá fácil!
Ok, estou na 92nd, pego um ônibus até a 86th, de lá o 4 ou o 5 (expressos) para a 51st e de lá o E que cruza o Queens - uh, que viagem! Neste momento eu só pensava como seria impossível pegar um transporte público para chegar ao Tom Jobim (além de incrivelmente perigoso). Quando o E estivesse quase chegando à Jamaica (sim, quase tão longe quanto o país, mas é só o nome da estação) saltaria no Sutphin Blvd e de lá o Air Train para o JFK. E assim foi. No próprio metrô (E) tem as indicações sobre a baldeação. Para acompanhar o caminho clica no mapa que tem no menu à direita!

É um bom caminho até o AirTrain, fica complicado se você estiver com muitas malas (pra não dizer impossível). Mas chegando lá é só alegria! Ah, ele custa um ticket separado - U$5,25 (você já pagou U$2,25 pelo metrô, então o total é de U$7,50). O lugar é lindo, nunca tinha ido ao Queens e acredito que aquela área que eu estava não seja muito turística - até porque é beeem no finzinho. O lugar de espera para o trem é super bonito, limpo e moderno. É bem direcionado para os viajantes (tem até guichê de informação), assim como o trem que é bem espaçoso, visando os passageiros com malas. E a viagem até o aeroporto (que não é muito longa) é muito bonita, janelas amplas (se você for no primeiro vagão ainda dá pra ver a frente, que nem o bondinho) permitem que você aprecie a vista das vizinhanças de casas, o que te lembra que ali é bem longe da urbana Manhattan. Além de todos esses benefícios, ele ainda te deixa no terminal da sua companhia aérea! De lá até o check-in são poucos passos. Ah, o processo todo levou +- 1 hora.
Aqui tem um vídeo (que pessoalmente eu acho que meu irmão de 3 anos faria melhor) do site oficial de "como é melhor chegar ao aeroporto pelo AirTrain":

  • O longo - e tentador - caminho até o avião
Sensacional! As instalações do JFK nem parecem direcionadas para quem está de passagem. Restaurantes, lojas, livrarias, bares (com uma bela variedade de bebidas). Se não precisasse de uma passagem para entrar naquela área eu bem iria lá pra um jantar japonês e umas comprinhas qualquer dia desses.


Somando restaurantes, cafés e "guichês" de comida, ao todo são 117 opções nos 8 terminais! Uauuu! Elas vão de Mc Donalds, Wendy's, Starbucks, Dunkin Donuts até restaurantes de todo lugar (italiano, japonês, inglês, francês), passando por Sports Bar e "Drink Martini Bar" (pode viajar bêbado?). E eu que achava que Little Italy era a melhor opção gastronômica (para os meus padrões recém saídos da adolescência) em NY.

Bom, depois de ter morrido de voltade de almoçar um prato de qualquer coisa às 10am, me dirigi com força de vontade até o meu portão de embarque. Quando, no meio do meu caminho, me deparo com: Sephora Express. É sério isso?
Eram várias opções de maquiagem, kits, perfumes e outras coisas inúteis que substituíam os snacks e refrigerantes em uma daquelas máquinas que geralmente são recheadas de pacotinhos de Skittle e no máximo um chocolate mais elaborado. Você põe o dinheiro (ou o cartão), digita e número e voilá! Mais um produto de beleza que você realmente necessitava antes de embarcar.

Isso porque eu só visitei o Terminal 5, mas aquilo lá está mais para um shopping que também serve como aeroporto. Tem até manicure! Então fica a dica: se for embarcar pelo JFK programe mais ou menos a hora do almoço ou do jantar, e faça o check-in 3 horas antes do embarque.


Como chegar: LaGuardia, JFK, Newark

segunda-feira, 1 de março de 2010

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Hey, taxi!


As cenas da Carrie Bradshaw chamando um taxi nas ruas de NY são inspiradoras e bem características da cidade. Todos bem equipados, se movimentando sagazmente e em enorme número por aqui. Ficou tarde? Está cansado? Não sabe o caminho? Está carregado de 4 sacolas, bolsa, câmera, 2 travesseiros no meio da rua? Chama um taxi!

Mas quem disse que eles param?


Na verdade não quero ser injusta, eles até param. Mas, dependendo do horário e do lugar, não há taxi vazio! Eu sempre pensei que: 'Ok, estou num lugar (seja onde for) que eu não sei bem como andar, se eu me perder eu estico a mão e vou motorizada diretamente de volta pra casa.'Com uns dólares a menos, porém feliz e segura.

Aqui não funciona bem assim. Ontem saí com uns amigos para o East Village (um ótimo lugar, rua St. Marks, depois conto) e, quando queríamos dividir um taxi para voltar pra casa (sentido uptown), ficamos mais ou menos uns 20 minutos dividos em duas ruas tentando achar algum taxi não-ocupado. Desistimos e pegamos o metrô. Isso às 2:30am - como assim?

Também passei por isso outro dia às 18h em frente à Macy's, na cena descrita no primeiro parágrafo. O horário do rush também não é o ideal para se aventurar e tentar chamar um taxi. Quando eu finalmente consegui um, ele perguntou para onde eu ia (da 34th para a 92nd) e disse: U$30. Ahn? Tipo reveillon no Rio, ok. Aqui tem uns carros pretos que são tipo taxi, mas mais "chiques". Eles têm preço tabelado e geralmente sai mais caro. Neste dia, peguei um que me cobrou U$20 (+ U$5 da gorjeta forçada) - era minha primeira semana e eu já estava quase chorando de frustração! Acho que ele se "apiedou".

É assim: se a luz onde fica o número do táxi (na frente daquela coisa que eles têm em cima) está acesa, é porque ele está livre. Atenção: se forem as luzes do lado do # quer dizer que ele não está trabalhando (off duty). É sentar e chorar.

Bom, mas uma vez que você consegue alcançar um deles, é uma outra aventura (ontem mesmo o meu taxista quase atropelou uma pessoa, que pediu 2 dólares pelo quase-acidente. Oh céus). Para começar, você nunca sabe de onde será o seu motorista, só sabe uma coisa: assim como na maioria dos serviços prestados aqui, as chances de ele ser nova iorquino ou até americano são mínimas! Um dia veio um com um mega turbante... ok, fiquei meio tensa. Reparem no nome simples que eu fotografei outro dia ->

Agora que já falei bem mal, posso dar uma aliviada. O melhor dos taxis daqui na minha opinião, é que todos aceitam cartão. E não é que nem no Rio que você tem que se cadastrar, dar o número do cartão, esperar a minoria que tem esse recurso e assinar um recibo muito esquisito (além de perder o desconto na maioria das cias de taxi). No banco de trás - que na maior parte dos carros é separado do da frente por um vidro - tem uma tela, que ao longo da viagem passa uma programação (da NBC, eu acho), ou outras opções como o mapa! Sim, você pode saber se o cara está te enganando ou não, os carros têm GPS que te dizem onde você está e para onde você está indo. Nessa mesma TV, tem um dispositivo para você passar o cartão quando acabar a corrida.

A gorjeta é uma coisa muito séria aqui (depois eu escrevo mais sobre isso), mas eu nunca pensei que até pro motorista de taxi a gente tivesse que dar uns dólares a mais! Quando você paga com o cartão a tela pergunta: 'Quanto você quer dar de gorjeta? 15%, 20% ou 25%?' Não existe a opção 'nada'. Aí ela soma ao seu total e você paga. Quando se paga em dinheiro, o cara não pode fazer nada né. Mas eu tenho medo que eles arranquem com metade de mim pra dentro do carro ainda, então eu até dou.

O tão famoso NYC Taxi é bom, funciona, mas nem sempre é a melhor opção. 1- É mais caro (ainda mais quando você tem o Metro Card, com corridas de metrô e ônibus ilimitadas) 2- tem seu próprio horário e disponibilidade 3- com o trânsito dessa cidade nada que uma linha expressa de metrô não resolva em metade do tempo.


Diferente da Carrie, que agora casou com o Big e deve ter motorista, eu ainda preciso pegar taxi...