segunda-feira, 12 de abril de 2010

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Washington - Parte 1,5

Pra quem continuou, uma parte especial e importante: Mr. Yogato!

O Mr. Yogato é um daqueles lugares de frozen yogurt que abriram que nem Konis no Rio. Meu irmão é louco por lá! É um lugar pequenininho, que vende um iogurte realmente bom. Eles têm 18 sabores, mas servem 4 por vez (num sistema 'rotatório' semanal).
Mas o que diferencia o lugar é indiscutivelmente o bom humor.

Entenderam? Você ganha desconto se estampar o nome da loja na sua testa! E coisas do gênero... além de ele ser fã de Seinfeld - ponto pra ele! O bar, fundado há pouco mais de dois anos, foi criado por um "cientista de foguetes" em busca de um iougurte delicioso e saudável. Quão nerd?

Dá pra jogar um Nintendo super velho (não me perguntem que eu não sei qual é), com várias fitas (não funcionou? assopra!), cantar no karaokê, recriar a coreografia de Thriller para ganhar 20% de desconto, se vestir como o tenista dos anos 80 Bjorn Borg para 25% ou até mesmo cantar "I'm Too Sexy" com o sotaque sueco do cantor para pagar apenas metade!

Tudo isso se deliciando com seu iogurte que é non fat. E para os "locais" da casa, como meu irmão, ainda tem segredinhos especiais, como a "cool spoon", que fica longe do alcance dos meros mortais. Você pede, e a vendedora discretamente busca uma colher maior e de outra cor para você.


No mais, você escolhe entre três tamanhos, o número de coberturas (chamados de 'mctoppings'), que incluem desde Haribo (pra quem não estudou no Cruzeiro são aquelas balinhas de gelatina em forma de ursinhos que fazem as crianças felizes), frutas, cereais, M&M... São 40 no total. E no balcão ainda dá pra encontrar potes de pimenta, sal e manjericão. Hum....

Ah! E a interatividade não pára por aí. Você pode sugerir um sabor (de iogurte ou de cobertura) e se for aceito, eles colocam o seu nome! No ano passado, meu irmão sujeriu o sabor de maracujá, que fez o maior sucesso! Marco's Passion (maracujá em inglês é passion fruit). E ganha desconto pra vida toda! Maravilha!


Olha aí:


No site eles já dizem:
We look forward to seeing you at Mr. Yogato (and hearing you order in a funny accent).

Pois é, irmã coruja e apreciadora de "como se vive aqui?" que sou, meu domingo aleatório foi tão satisfatório quanto o sábado turístico em Washington. Além de ter sido apresentada ao incrível Tenacious D (Jack Black em sua melhor forma) pela juventude que me cercava!

Mr. Yogato - 1515 17th Street NW - Washington, DC 20036 - 202.629.3531

quinta-feira, 8 de abril de 2010

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City Slips

Vou criar uma 'sessão' de posts rapidinhos: "Que incrível - coisas que só tem por aqui!"

Provavelmente a maior parte será de produtos inovadores - pelo menos pra mim!

Olha que incrível...

Esse sapato!

Foi pra night... colocou o salto 20, tá linda. Deu três passos e virou um pato. Dá pra aguentar até o fim da noite, mas a volta pra casa é sempre pensando: "Por queeeee eu estou com esse sapato que castiga meus pés?"

Tcharam: City Slips


É o seguinte: É uma sapatilha super dobrável (a sola é dividida em dois, então não estraga, é pra dobrar mesmo) para você levar na bolsa e trocar seus sapatos e poder andar nas nuvens! E vem com uma bolsinha para guardar. Aí eu penso: ok, as sapatilhas até podem caber em uma bolsa razoalvemente pequena, mas o que eu faço depois que tiro os saltos? Carrego na mão?

Pois é, a bolsinha vira uma sacola pra carregar os sapatos que outrora (adoro essa palavra) eram o terror da sua existência.

(se não conseguir ler, clica que a imagem aumenta)

Fotos mais amadoras, impossível. Mas a preguiça é maior. E dá pra entender né? Comprei ontem, custa R$28 dólares. Na verdade eu já estava procurando uma sapatilha assim, mas essa é super mais legal e muuuito confortável. Sério, acho que eu devia começar um canal de merchan.



Tem em preto, prata e dourado. Dá pra comprar pela internet, só não sei se entrega no Brasil. Aqui vende naquela loja Ricky's, que vende tudo o que é inutilidade de beleza da vida. E mais bonitinho é a caixinha e a sacola que vem com uma imagem 'delineada' de prédios.


"Meu pé, meu querido pé que me aguenta o dia inteirooo-uuuu"

terça-feira, 6 de abril de 2010

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Iphone X Blackberry

O que vocês vão ler a seguir é uma visão muito leiga e ignorante (mais ou menos a proposta do blog, hehe) sobre essas duas maravilhas tecnológicas a partir de uma análise (leiga e ignorante) do pessoal daqui.

Mais nerd que eu só nascendo de novo. Talvez meu irmão de 3 anos consiga, já que ele acha que toda tela é 'touch-screen' e já sabe colocar os vídeos no Youtube pelo telefone e jogar certos jogos. O fato de o meu pai vir com todas as tecnologias antes de todo mundo também ajuda (eu fui provavelmente a primeira criança a ter um MP3, thanks Dad!). Portanto, essa questão de eletrônicos e afins me interessa muito! Já testei muitos celulares, e uma vez tendo possuído o maravilhoso artefato móvel idealizado por Steve Jobs, o tal de Iphone, eu não quero outra coisa na minha vida! Ele já era ótimo no Brasil, quando eu herdei um que passou pelo meu pai e irmão (é muita humilhação herdar coisas do irmão mais novo, oh céus) e chegou pra mim desbloqueado - só assim, porque pagar quase 2 mil reais na Vivo estava fora de cogitação. E eu nem tinha pacote de dados! Aqui então, que custa menos de 200 dólares o novinho eu tô feliz da vida.

Andando por aí eu vi que muita gente tem um Iphone (o 3G, versão anterior ao 3Gs custa só
U$99!), mas não tanta quanto eu achava (err... pra mim ia ser 100% da população). Principalmente entre os jovens, o que divide a atenção da galera é o BlackBerry. Tenho certeza de que essa disputa Blackerry X Iphone não é só daqui, sei que no Brasil isso também existe. Mas só agora parei para prestar atenção.
Não sei ainda muito bem como ele funciona, tentei descobrir um pouco. E perguntava, porque vocês não têm um Iphone?! E descobri o maior atrativo da concorrência: O BBM - BlackBerry Messenger.

O BBM permite (ou obriga, sei lá) que todos os usuários fiquem online o tempo todo! Você pode ter o MSN no Iphone, mas ele ainda não é multi-tarefas. Ou seja, quando a gente está online do MSN (ou no Skype), tem que permanecer na 'página', não rola de deixar o telefone na bolsa ou fazer uma ligação ao mesmo tempo em que seu bonequinho aparece verde na lista dos seus amigos. Às vezes eu até entro no MSN para falar com alguém quando estou na rua, mas é sempre rapidinho porque não há paciência pra ficar com o telefone na mão sem fazer nada mais do que falar com as pessoas.

Eu fiz uma mini-pesquisa com os amigos do meu irmão (moram em Washington e tem +- 21 anos) que não se desgrudam do telefone um segundo. Eu, bem tupiniquim, falei: 'Gente, porque vocês não têm um Iphone?!' E vi que existe uma legião de fãs do BB que nem cogitam mudar de aparelho. E ok, o Iphone já é viciante em um modo não-saudável, mas uma vez que você tem um aparelho que faz de você um bonequinho ambulante, 24 horas por dia, passa dos limites da simples portabilidade, né?!

E eles falaram: "A gente sabe quando a pessoa recebeu a mensagem, e quando leu também. Então não tem essa de alguém te ignorar. Ou você pensa: 'Ei, porque ele não está respondendo??". Isso é possível porque lá na telinha do chat aparece: D ou R, de Delivered e Read (entregue e/ou lido). Quer fazer um charminho?! Já era! Ajoelhou, tem que rezar. Ou leu, tem que responder!

Ao meu ver, o sucesso desse tipo de 'rede' depende de quanta gente tem. Por exemplo, o Nextel. Eu sinto que não pegou tanto, porque é o mesmo esquema: se todos os seus amigos têm, aí é ótimo, porque você se comunica com todo mundo de graça. É meio inútil se você paga por um serviço que não te permite falar com tanta gente assim. Pelo que eu vejo nem tanta gente tem Nextel assim. Já o caso do Blackberry aqui, entre os jovens principalmente, funciona. Porque você tem vários amigos na sua lista e essas mensagens entre os telefones são de graça (ou incluídas no plano).

Além disso, me parece que a câmera do BB é bem boa, e tem flash, diferente da do Iphone. O que coloca o aparelho da Apple em destaque, além de milhões de benefícios, é a App Store, com seu número crescente de aplicativos para todos os gostos! O Blackberry também tem aplicativos, o App World mas eu não sei ainda em qual extensão, comparado ao Iphone.

Mas fala sério, o aparelho da Apple te permite TUDO! Cada um tem o seu personalizado com aplicativos. O meu tá cheio de aplicativos de fotografia, tem lá os do Facebook, Orkut, NY Times, Brasileirão 2010... Tem até um da Vogue de fotografar as peças de roupa e fazer que nem a Alicia Silverstone em "As Patricinhas de Beverly Hills" (tradução podre de 'Clueless') e escolher virtualmente a roupa que vai usar! Nerd e patricinha, ok!

E o melhor de tudo pra mim é o mapa. Principalmente para turistas. Eu cheguei aqui sem saber usar o metrô e sem saber chegar nos lugares (acho que como todo mundo...). No mapa do telefone você digita o endereço do lugar ou o nome de onde você quer ir (ex: Starbucks, ele identifica todas as Starbucks nas proximidades de onde você está) e clica: Directions to here. A pé, de carro ou de metrô, você escolhe. Ele te diz o caminho, o tempo que vai demorar, e se for de metrô é aí que a mágica acontece: você nem precisa decifrar as linhas, o aplicativo te diz exatamente o trem que se pega, e as baldeações necessárias para o seu destino. Tipo: pegue o 4 até a Union Square, depois baldeie para o 6 até Astor Place. Não precisa ficar que nem um turista babaca durante horas na frente do mapa no metrô e ainda por cima fazer o caminho errado. MARA!!!

E ainda por cima, a maior parte dos lugares que você acha no mapa dá pra clicar e VER a vizinhança, pelo Google Earth integrado. Você consegue passear 360 graus pela rua e ver a fachada do bar que você pretende ir à noite. Isso foi essencial para que eu conseguisse me movimentar por aqui sozinha, sem ter medo de me perder. Além de tudo tem um GPS, para você saber mais ou menos (devo admitir que a bolinha azul que deveria indicar exatamente onde você está às vezes se mexe sozinha e vai parar 3 quadras depois) onde está.

Uma vez selecionado o lugar, você clica e pode ter informações, como o telefone (que é só clicar para ligar), e-mail, site, endereço, etc.

Tem aplicativos que são record de downloads por aqui, como o Shazam (tem para BB e Iph):

Se a sua playlist é exótica que nem a minha (morro de medo de alguém puxar meus fones de ouvido no meio da rua e ver que eu estou ouvindo Alejandro Sans cantando 'Corazón Partido' ou Antonio Banderas e Eddie Murphy como o gato e o burro de Shrek cantando 'Livin da Vida Loca') o Shazam é um must!!! Na verdade para qualquer pessoa que goste de música, mas quanto mais eclético você seja, mais útil ele é, na minha opinião. É o seguinte: você esta num lugar (casa de alguém, boate, bar) e se amarra na música que está tocando. Que música é essa?! Pega o seu telefone, clica "tag" e Shazam! Ele te diz o nome, cantor e CD (com capa e tudo) da música que está tocando. Pra quem é dentro da lei e te escrúpulos (o que não é o meu caso), dá pra baixar diretamente do Itunes na mesma hora. [Eu espero chegar em casa e baixo no Lime Wire - mau exemplo.] Antes dessa modernidade na minha vida, olha o que eu fazia: decorava uma frase da música e procurava no Google ou no Let's Sing It (bom site para achar as letras) o nome da música pelo trecho que eu tinha. Ufa! Você não paga nada pelo aplicativo se quiser ter direito a 5 "taggeadas" por mês. Mas ele custa U$4,99 para poder usar o quanto quiser.
Outra coisa importante, quando você acha que ele não vai reconhecer porque está muito barulho, nananinanão. Reconhece sim! Já taggueei (nossa, exagerei) diversas músicas brasileiras, inclusive.

Também tem o Pandora, que vem no post seguinte, comecei a escrever e vi que tem muita coisa a ser dita sobre ele!

Bom, faltou me aprofundar mais nos outros benefícios do Blackberry. Mas acho que, pelo menos entre os jovens, o BBM é o que está revolucionando o comportamento das pessoas, agora online 24/7. O Iphone vem com tudo no design e aplicativos, que diversas empresas criam diariamente para atrair o público. Muitos deles de graça, para promover o que seja. Muitos filmes têm aplicativos de Iphone, assim como revistas e jornais. Para que o usuário esteja a um clique do produto. Tipo, o aplicativo daquele filme (super cult) Brüno (o cara do Borat), que permite que você escolha o tipo de cueca que o sujeito vai usar, tirar foto da cara de alguém e deixá-lo com o corpo do Brüno ou até importar Ringtones com a voz do personagem.


Por enquanto, como deu pra perceber (vou cobrar o Steve pela propaganda do produto) sou fã do Iphone e não tô querendo saber de estar online o tempo todo. Prefiro as ilimitadas opções do incrível mundo dos aplicativos!


Ps: Pai, agora precisamos testar o Ipad!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

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Comendo tailandês no Brooklyn

Eu ainda vou escrever muito aqui de Williamsburg, que é o bairro "cool" do Brooklyn. Já fui lá umas 3 vezes, mas não me sinto muito conhecedora do assunto ainda para me aprofundar sobre o local. Só sei que pegando o metrô (4, 5) se sai na Bedford Ave que é a rua do agito! Restaurantes, brechós, camelôs (ai que saudade de casa!), lojas e muita gente esquisita (no bom sentido) e jovem.

Ontem fui lá para almoçar, é pertinho na verdade. Comi em um restaurante tailandês que achei digno de um post (não que os requisitos para isso sejam elevados).


O restarante se chama Tai Thai, que criativo. Bom, fica na Bedford Ave, como já dito. E o legal é que, finalmente a primavera está dando as caras e ontem fez um dia lindo. Aí as pessoas já começam a andar de vestido e chinelo na rua e os restaurantes se livram das portas e janelas e vão se expandindo para a calçada. Pois bem, no Tai Thai eu sentei numa mesa bem na beira da calçada, o que tornou a experiência bem mais agradável - ainda mais depois de tanto tempo dependendo do aquecedor.



Já adianto que eu não entendo absolutamente nada de cozinha tailandesa. Só sei que é picante, tem galinha e é isso aí. Infelizmente a minha companhia atual de restaurantes (minha querida Gaby, que dorme profundamente na cadeira ao meu lado) só come folhas e derivados, então o prato dela nunca serve de exemplo do cardápio (e não pude nem provar essa sem-gracisse porque tinha camarão). Bom, mas o meu foi ótimo!

Como todos os restaurantes, tem o "Lunch Menu", que é ao que eu frequentemente me limito - sempre vem com uma entrada (às vezes bebida e sobremesa), uma boa porção de comida e é baratinho. Não é que nem o almoço 'executivo' no Rio, que custa os tubos (adoro essa expressão!). Pelo menos na Zona Sul. Haja VR. Por isso que é bom trabalhar no Centro... Bom, voltando... Meu prato de arroz, galinha legumes e molho de Basil (que eu achava que era Manjericão até provar, depois eu pesquiso, tô com preguiça) custou U$5,55. E ainda veio com um rolinho primavera divino! (Só para vocês entederem, rolinho primavera pra mim é praticamente uma salada. Vem cheio de legumes, então eu ignoro que é frito. Tipo banana split - tem fruta, é light. Ou cuscus - côco! Há, isso tem um nome né? Quando a gente se engana conscientemente... se alguém souber me diz).

Não tinha ninguém, mas lá atrás do restaurante tinha uma área coberta muuuito agradável. Descobri quando fui ao banheiro - só indo ao banheiro a gente conhece realmente o restaurante, na minha opinião.


- Dá só uma sacada nesse casal estranho nessa mesa esquisita. NY é cheio dessas coisas! Eu acho interessante...
Gastei menos de U$10 e comi que foi uma beleza! Ao contrário da Gaby, que comeu alface e três camarões, coitada. Ah, e adorei o fato da bebida vir num pote de geleia. Não faz toda a diferença?


Tai Thai - 206 Bedford Ave, Brooklyn 1121




Ps: Estou escrevendo no ônibus, indo para Washington. Nerd?! Aqui tem Wi Fi! É muita modernidade para o meu terceiro-mundo-lifestyle.

sexta-feira, 26 de março de 2010

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Publicidade de Primeiro Mundo

Televisão para mim não é algo para fazer no "meio tempo". Enquanto eu espero alguma coisa, quando não tem nada pra fazer, antes de dormir... Não! É assim: "Agora não posso, tô vendo TV". É triste e vergonhoso, mas eu tenho uma pilha de livros para ler (eu também amo ler, mas a TV tá em outro estágio) e boa parte dela não andar mais rápido é que eu passo muito tempo vendo TV!

Eu descobri que isso é bom pra mim, televisão não serve só para fritar meus neurônios! Como profissionalmente pretendo me envolver nessa área eu me convenci que é praticamente um estudo. E ai de quem disser que não!

Enfim, lembra que eu contei no post passado que comprei uma TV maior que eu né? Depois disso, só faltava ela pegar! Liguei pra Time Warner, que é o cable padrão aqui onde eu moro. O cara falou que custava U$50 por mês, que isso! Eu achava que a NET era cara (isso porque a minha NET ainda era aquela caixinha preta com letra vermelha e nem Telecine tinha - eu odeio ver filme na TV). Mas no Brasil eu acho que vale o investimento... Eu adoro a Globo (viu, chefes), mas é impossível ficar sem a magnífica produção televisiva norte-americana (totalmente entregue ao 'sistema'). Eu e minha mãe já falávamos: "Tudo bem, pode sair... eu vou ficar em casa. Eu e minha amiga NET." Para não ser injusta, a NET tem muito mais coisa legal do que o que é importado: as produções do GNT, Multishow (antes de virar a MTV pré-pré adolescente), Globo News... Mas o que pega mesmo pra mim são as séries!

Bom, isso tudo pra dizer que eu falei pro cara do Cable: "Olha, eu só preciso dos canas NCB, ABC, Fox, CBS... " Aí ele, muito impaciente e não acreditando que alguém se satisfizesse com isso, me disse que esse era o mais básico e que era U$30. Pô! Isso pra ter TV aberta?! Aí lá fui eu pra Best Buy procurar uma ANTENA! Enfim, minha antena parece um satélite alienígena, custou suados U$60, mas funciona que é uma beleza! Nem preciso colocar Bombril na ponta. Quando não pega, não fica chiado ou a imagem treme - como é digital, a imagem simplesmente não aparece! Com ela veio uma instrução de entrar num site para detectar examente a posição que você está no planeta Terra e determinar qual o melhor ângulo para você apontar sua antena! Uau! Óbvio que eu fiquei com preguiça.

Enfim, CBS: 2, NBC:4, FOX:5, ABC:7! Pra quê eu quero mais?! Eu nem acredito, todas as séries assim, pela antena! E não só isso, Oprah, todos os Late Nights (sério, é MUITO late show nesse país), Jornalismo, Realitys que não acabam mais... E outro dia saí dessa 'zona de conforto' e descobri vários outros canais, tipo Telemundo (pra assistir El Clon!), TV Azteca, LATV...

Como eu faço curso a noite no horário nobre da TV (por que não pensei nisso antes?!), acabo perdendo muitos episódios, mas dá pra ver tudo pelos sites oficiais depois, de graça. E também tem uma infinidade de piratas né, mas eu ainda não entrei nesse mundo.

Bom, mas isso tudo eu já via no Brasil, só que eu pagava a mais por isso e tinha um certo 'delay'. O que me chama mais a atenção na TV aqui são as propagandas! Por diversos motivos...

  • Concorrência desleal
Sabe como no Brasil as marcas só "insinuam" o que o concorrente faz ou deixa de fazer? Tipo aquelas propagandas da Oi... Aqui é assim: "Compra comigo porque o fulano (e fala realmente o nome da marca ou mostra o logo) é uma bosta!!! Ele não faz isso, isso e isso..." Eu não sei se isso não é novidade para ninguém, mas eu fiquei chocada! Alguém liga pro Conar!!!
Pois é... essa coisa de comparar aqui é muito comum, e não fica só na insinuação, fala mesmo! Eu contei isso para alguém e me disseram que nunca poderiam fazer isso no Brasil porque o público acaba ficando com pena de quem é desmoralizado e ganhando antipatia de quem fala mal. Nós somos uns corações de manteiga né?!

Aqui vão alguns vídeos para demonstrar do quê eu estou falando (se só quiser ver um, vê o do Audi, que é ótimo):

Audi vs. os outros



AT&T vs. Verizon


Dish vs. DirecTV


Domino's vs. Pappa Johns


Sinistro, né? Mas não adianta ficar com pena, porque todos esses "coitados" que estão sendo acusados de maus serviços fazem a mesma coisa!

  • Paid Programming
Se você tiver insônia por aqui se programe para que ela dure até +- 2 da manhã. Há uma programação de qualidade em todos os canais abertos até de madrugada, como os Late Shows citados acima (depois eu me aprofundo mais sobre isso) que são um atrás do outro! Mas quando você vê no guia (sim, que nem a NET digital, e eu consigo isso só com a antena!) que começa o "Paid Programming", pode se atirar da janela. A não sei que você seja desses viciados em compras pela televisão. O Paid Programming tem em todos os canais, e são propagandas dos mais variados produtos: remédios para emagrecer, base (sim, de maquiagem, só!), aspirador de pó...
Só que é 1 hora da propaganda do MESMO produto!!! Eu queria ter o vídeo para colocar aqui, é uma mega produção. atores, locações, várias demonstrações e depoimentos "reais". Como ficar uma hora ouvindo sobre um produto só?! Ah, socorro!

  • Efeitos colaterais
Sabe aquele asterísco mínimo que aparece nos comerciais de remédio ou aquela tela azul em que o cara fala na velocidade da luz "Se os sintomas persistirem, consulte seu médico" ou aquele outro aviso ajato sobre se tiver com suspeita de dengue? Pois é, aqui os efeitos colaterais tomam a maior parte dos anúncios de remédio! Por exemplo, no anúncio abaixo, são 25 segundos falando do que o remédio faz de bom para 35 citando os efeitos colaterais.

Eu não tô brincando, é assim: Tome esse remédio pra melhorar tal coisa, mas não dirija, não beba, se estiver com suspeita de depressão esse remédio pode levar ao suicídio!!!
Acho legal que seja obrigatório ter clareza com o consumidor, mas acho também que não precisava ser tão 8 ou 80! No Brasil, as propagandas claramente escondem muita coisa, aqui elas falam até demais! Precisa ler a bula toda? Além disso e tão engraçado, porque o narrador mantém o tom de propaganda das maravilhas do remédio quando fala coisas tipo: "pode aumentar as chances de suicídio". Como assim?
Todos os comerciais de remédio têm isso, mas de cabeça só lembro de um, se achar mais vídeos depois eu venho e atualizo, mas vamos lá:

Lunesta - remédio para dormir



Pout pourri - Efeitos colaterais

Achei esse vídeo no Youtube, que junta só a parte que fala sobre os perigos dos remédios! Todos originais.


Side Effects Spoof

Esse povo é muito criativo! Quando eu comecei a pequisar sobre isso, não achava que as pessoas tinham a mesma percepção do que eu. Mas pelo visto, tem gente que até zoa profissionalmente! Muito bom, assistam. Te faz pensar se vale a pena tomar o remédio!


Há muito mais para se falar da publicidade aqui, tudo é muito grande, chamativo e apelativo. Não fiz uma análise profunda né, mas é só o que me chama a atenção no dia-a-dia!

quarta-feira, 24 de março de 2010

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Fofurinhas

Todo mundo diz: "As pessoas em NY? Ah, são muito grossas!".

Tudo bem, eu também sou grossa às vezes, venho do Rio de Janeiro, brigo no trânsito, discuto com flanelinha (todo stress envolve carro na minha vida). Tô acostumada!
Eis que eu descobri que existe um nível de grosseria que transcende as relações humanas e a convivência civilizada em sociedade. E foi aqui.

É assim: ninguém aqui tá de bobeira, de sacanagem ou tem tempo a perder. Não sei se eles são grossos de propósito ou se simplesmente são tão egocentristas que não se importam de falar certas coisas ou agir de certa maneira com as outras pessoas. Uma coisa que notei também, é que não são só os nova iorquinos que são assim, é algo que você adquire com a convivência na cidade! Que maravilha, pra mim que já sou uma pessoa nada paciente, vai ser tiro e queda. Me aguardem.

Em menos de dois meses que estou aqui já passei por alguns casos desagradáveis. Na verdade quanto mais tempo eu deixasse passar, mas história eu teria para contar (eu sei que isso não acaba aqui!), mas ontem me aconteceu uma que eu queria ter filmado. Então acho melhor falar logo senão eu esqueço (minha memória não funciona). Bom, vou citar algumas situações:

- Tudo começou quando eu cheguei a NY. Vim pra cá da Flórida, com 3 malas e uma bolsa. Saindo do aeroporto tive que pagar U$5 pro cara levar minhas malas até o taxi (era o mesmo preço do aluguel do carrinho). Sabe a entrada do seriado Felicity? Era eu, muito mais carregada, olhando da janela do táxi para ver a cidade e muito animada! Até que ele chegou ao endereço da minha 'hospedagem', e hoje entendo porque (eu não sabia que tinha que dar gorjeta), mas ele até tirou as minhas malas do carro - e deixou no meio da rua. Nem levou até a calçada! 3 malas!!! Ok.. eu ainda estava tomada pelo espírito encantador que é o de quem chega a um lugar novo, e lá fui eu tentar carregar tudo. Para entrar no meu prédio são duas portas que tem que abrir, pra fora (não dá nem pra ir empurrando), e tem 3, repito, 3 seguranças na mesa. Sabe o que é todo mundo me olhar do meio da rua tentando sem sucesso (elas iam caindo no chão) levar 3 malas até o interior do prédio sem mover UMA palha?! Nem abrir a porta!!! Aí eu fui lá dentro (deixei minhas malas no asfalto) e falei: "Oi, eu estou chegando hoje, tem alguém que possa me ajudar com as malas?" Eles: "Não." Nãaao! Do tipo "não faz parte do nosso serviço". Voltei pra rua e depois de alguns minutos e quase suar no frio, levei tudo pra dentro.

- Fui comprar uma TV. Tinha uma de 32 polegadas muito barata, o preço de uma de 28, que era a que eu ia comprar inicialmente, então fechou. A dúvida era se ela ia caber no meu quarto, mas enfim, lá fui eu. O frete deles era de U$50, sendo que eu morava a 6 quadras da loja. Aí eu pensei, por esse preço, pego um táxi. O cara da loja, que tinha aquele carrinho de mão, disse que levava se eu desse uma gorjeta pra ele. Aí eu logo falei: tabom! U$5? Aí ele: U$20. Po!!!
Lá fui eu chamar um táxi - o cara do carrinho até fez a gentileza de colocar a TV no porta mala (que nem fechava). Quando o taxista chegou na minha casa e eu o paguei (de novo não dei gorjeta porque não sabia), saí do taxi e vi que ele nem se mexeu! Uaaaahhhh, eu ia ter que levar a TV sozinha! O arrependimento já tomava conta de mim... mas como eu sou da geração "deixa comigo, não preciso de ninguém" (até porque nem tinha essa opção né), fui lá carregar. Enfim, é impossível explicar com palavras como foi carregar uma caixa do tamanho dos meus braços abertos e muito pesada. Ninguém abriu nenhuma das duas portas pra mim, de novo, e ainda tiveram a audácia de falar: "Look who's got a brand new flat screen TV!" Assholes.

- Quando eu decidi vir pra cá, escolhi um curso na School of Visual Arts, que começava no dia 3 de fevereiro e me fez adiantar tudo e fazer tudo correndo. Pois bem, cheguei aqui no dia 3 só para começar no curso. Entrei no site para ver o endereço correto, quando vejo "Course status: canceled"! O quêêê??? Liguei pra lá para saber, e a mulher falou que eles ligaram para a minha casa (do meu pai) e deixaram recado. Não tinha recado nenhum, e eu não recebi nem um e-mail. Enfim, como eu ainda era uma pessoa relativamente civilizada ficou por isso mesmo. Como eu já tinha pago pelo curso, eu recebi um e-mail dizendo que eu tinha que ligar para lá para dar as informações do cartão que eu tinha usado para eles devolverem o dinheiro.
Ahhh, mas que abuso! Liguei pra lá REVOLTADA. Pra começar a mulher não conseguia me achar na lista de alunos, porque ninguém entende quando eu falo PINHO, e nem mesmo soletrado. Depois de muito tempo me achou e aí deu mais algum problema, aí eu falei: "Olha só, eu vim correndo para NY fazer um curso que NINGUÉM me avisou que tinha sido cancelado, eu descobri por sorte, me mandam um e-mail pra dizer que eu tinha que ligar para vocês. Como assim? Vocês que tinham que me ligar!" Aí ela: "Senhora, a mulher que trabalha com isso é surda e não pode falar no telefone". =0. Mas como eu tava embuída do espírito da impaciência: "Ah, mas eu não acredito que não há ninguém nessa instituição que seja capaz de ouvir e ligar para os alunos!". Enfim, a gente continuou discutindo... e isso já me aconteceu diversas vezes com atendimentos pelo telefone.. não é que nem aquele pessoal da NET, Oi, Globo, que quando nos irritam a gente xinga a vontade que eles não falam nada. A mulher ficava: "Eu estou tentando te ajudar, mas estou me sentindo atacada!!!" Começou a fazer um drama imenso. E depois a ME atacar! Enfim, espero nunca mais querer fazer outro curso na School of Visual Arts.

- Pedi uma pizza outro dia. Eram 3 horas da manhã e aqui os deliverys de pizza vão até às 5h. As duas grandes pizzarias aqui são a Domino's e a Pappa Johnes. Como a segunda não tem no Brasil, liguei pra lá para experimentar. Vi no site alguns sabores, alguns preços, mas sabe, queria discutir minhas opções com o cara que me atendeu. Pois bem, escolhido o sabor e o tamanho, ele falou: U$12 pela pizza pequena. Sendo que eu vi no site bem grande: Qualquer pizza grande U$10. Falei pra ele: "olha, mas aqui tá dizendo que a pizza grande é R$10." Aí ele: "não, não é." Aí eu: "Tem certeza?" Ele: "Olha, você vai querer ou não?" Como eu estava faminta e não queria de fato uma pizza grande, resolvi não discutir por U$2. Agora sério, qual é a pressa que ele estava que não podia atender bem um cliente às 3h da manhã??! Da próxima vez eu chamo a Domino's.

- Finalmente, ontem. Fui a Starbucks, que estava uma fila imensa e a mulher do caixa claramente estressada. Aí eu, com a minha cara de brasileira simpática e compreensiva: "Oi, eu queria por favor um café pequeno com bastante espaço para o leite." Ela certamente pouco se importou com a minha observação e encheu meu café até a boca. Aí eu abri a tampinha e falei: "Eu pedi bastante espaço para o leite". Eu não acreditei, mas ela olhou pra mim, pegou meu café e derramou quase TUDO, deixando, sem exagero, 2 dedos de café no copo. "Tá bom assim?". Eu não sabia se eu ria ou chorava... falei com muita paciência: "Hum... não, agora foi demais." Ela encheu de novo derramando café por toda parte e amaldiçoando todas as gerações da minha família. Logo eu, que falei tão bem da Starbucks outro dia!

Muito mais coisa já aconteceu comigo aqui, são essas pequenas coisas que fazem a gente querer chegar em casa do fim do dia, abraçar o ursinho e ligar pra mãe. Mas agora eu já me acostumei e acho até que minha educação, na qual meus pais investiram tanto, está se esvaíndo com o tempo. Outro dia fui pegar o elevador aqui e tinha uma mulher dentro, que viu que eu tava chegando, mas a porta começou a chegar mesmo assim. Eu berrei (porque ela tava no telefone): "SUCH A NICE PERSON!" Quando ela virou pra mim e falou: "Eu estava tentando abrir a porta para você."Ops.

No dia que eu tava saindo do prédio pra ambulância de cadeira de rodas, acompanhada de dois para-médicos e a diretora do prédio, o segurança abriu a porta pra mim. Se não fosse a minha dor eu bem devia ter gritado: "AGORA você abre né!"

As pessoas aqui seguem a filosofia "by the book": fazem tudo que teoricamente elas têm que fazer - e só. Totalmente diferente dos brasileiros! Por exemplo, se você for em lojas aqui como a American Eagle, as vendedoras vão se tornar suas amigas de infância em 5 minutos. Elas literalmente param para conversar com você com aquele jeito: "OMG (Oh my God)! Eu comprei essa camisola (que eu estava segurando), e sabia que você pode usar pra sair a noite?!" Daqui a pouco ela volta com leggings e um colar: "Fica maravilhoso! De onde você é?!" E assim começa uma linda, verdadeira e duradoura amizade. Aí no fim ela fala: "Se perguntarem se alguém te ajudou, já sabe né?" Nas lojas aqui, te perguntam no caixa se algum vendedor te ajudou, por isso eles são tão "simpáticos", porque devem ganhar mais conforme os clientes vão dando os nomes deles no caixa!

A mesma coisa nos restaurantes. A garçonete vem com um sorriso de orelha a orelha e toda resposta é : "Sure!" "Absolutely!", quando ela vira, dá pra perceber a cara dela fechando. Uma sinceridade só! Pra quê? Gorjeta! Ou seja, existem sim pessoas simpáticas... é só pagar!

É por isso que, depois de já ter feito meu estoque de produtos "I Love NY", meu próximo objeto de desejo é:


segunda-feira, 22 de março de 2010

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Lá naquele Beco...


Eu não sou muito de ficar procurando lugares brasileiros quando estou fora do país. Quer dizer, se alguém me chamar ou eu passar por um e parecer atraente como qualquer outro restaurante (porque loja não dá né? Aqueles biquinis de exportação são um abuso da estética) tudo certo, vamos experimentar. Até não me recordo de nenhuma experiência recente que tenha tido. Ah, mas soube por uma amiga que, caso você esteja disposto a investir na manicure, o ideal é ir a uma brasileira. Qual a diferença? Pra mim os salões americanos são muito mais convidativos - além do que o que eu mais vejo aqui é salão só de manicure/pedicure, não tem cabeleireiro (onde eu moro custa de $20 a $35 pé + mão). Eles têm aquelas cadeiras acolchoadas, mesas espaçosas, profissionais uniformizadas, vitrines de esmaltes de todas as cores! Maaas, na hora de pintar a unha, as manicures americanas pintam apenas a unha! Há! Deu pra entender? Ok, homens não vão captar a mensagem, mas sabe quando fazemos as unhas e elas pintam a unha e um poquinho do dedo para garantir "cobertura total"? Aí depois, passam o palito, algodão e acetona para retirar o excesso e Voilá! Unhas lindas e duradouras. Aqui, elas adotam a lei do menor esforço: pintam só o necessário, sem chegar ao dedo para não precisar limpar depois. Resultado: Unhas com bordinhas não pintadas (o que por si só já fica estranho) e que duram muito menos.

Ok, isso não tem nada a ver com o tema desse post, uma vez que eu vim aqui hoje para falar de um lugar específico. Mas fazia parte do fio da meada!

Bom, anteontem à noite fui ao Brooklyn com uns amigos e fomos a dois bares: em um demos só uma passada pois um dos nossos amigos trabalhava lá e só saía às 1:30am. E era um bar brasileiro, chamado Beco. Bebemos uma batida de coco caprichadíssima preparada por ele e comemos pão de queijo! Huuum! E surpresa: eu nunca comi um pão de queijo tão bom na minha vida! Bom, depois de um tempo fomos para um outro bar chamado Metropolitan ali perto. No dia seguinte estávamos combinando de ir para um brunch em algum lugar o Rafa comentou que o Beco (ele que trabalha de barman lá) servia um brunch maravilhoso de 12:30h às 17h. Fechado!

Ontem, lá fomos nós rumo ao Brooklyn de novo. Nem é tão longe assim - breve explicação do caminho: Se você estiver em Manhattan vá até a Union Sq. na rua 14th (para mim são algumas estações downtown pelo 4, 5 ou 6, rapidinho) e de lá pegue o L que vai horizontalmente até o Brooklyn. Aí salte naestação mais próxima do seu destino (dã). Na volta o táxi deu +- $20 até beeem uptown de Manhattan (ou seja, mais longe do que quem vai para downtown ou midtown). Nada mal, né?

Chegamos ao Beco, agora com uma atmosfera totalmente diferente do que no dia anterior, onde era um bar intimista voltado para os drinques. A origem do Beco vem dos botecos tradicionais de São Paulo, mas eu realmente me senti no Rio (talvez porque eu não conheça SP direito)! O cardápio do brunch: Feijoada (que vem lindamente servida, farofa e molho em uns copinhos de "shot", arroz naquela forma de pote, e o feijão numa porção bem generosa em uma caneca - mas eu só tirei foto depois de misturar tudo!), Bife a Cavalo, Rabanada, Omelete (que vem com 3 opções de: presunto defumado, aspargos, palmito, queijo minas, queijo prato, tomate seco e tomates. Vem com batata rostie e salada verde) e Ovos - Benedict ou Florentine (ambos com molho holandês, o primeiro com presunto defumado e o segundo com espinafre. Também com batata rostie e salada verde). E... Açaí com Granola!


É bem verdade que o preço da feijoada é um pouco salgado: U$17,95. Mas vem com um drinque (à sua escolha) e um café (latte, com leite, etc). E também tem as opções de acompanhamento: linguiça, bacon, muffin Inglês, batata rostie (que eles chamam de potato pancake, mas eu vi e acho que é rostie!), salada de frutas e leite + granola.

Esses são os especiais do brunch, mas tem várias outras opções, como o tão famoso Prato Feito! Que se você falar com um sotaque americano até parece alguma coisa sofisticada. ;) Você escolhe 4 opções entre: farofa, arroz branco, feijão (carioquinha), couve e abobrinha. Meio vegetariano, né? Bom... custa $9. Além disso tem Moqueca, Ravioli, Filet Mignon e sanduíches como Beirute, Bauru e Carioca (aquele com banana!).
As entradas, chamadas de "Abre Bocas" vão do maravilhoso pão de queijo caseiro (eles que produzem tudo) que custa $4 a porção de 6 (e no brunch ainda vem acompanhando de manteiga e goiabada), Caldo Verde, Berinjela, Cuscuz com salmão defumado, Linguiça portuguesa na cachaça, Salada da Roça e outros.

Sobremesas: Brigadeiro (U$1,50 cada bolotinha - eu não gosto, mas quem provou jura que é o melhor de NY), Pudim, e outras coisas que não lembro. Do outro lado do Menu está impressa uma bela variedade de bebidas: de drinques da casa, passando por Whisky, Cervejas importadas e Vinhos da América do Sul. A caipirinha custa U$8 e é uma delícia! Ontem o Rafa nos deu de brinde uma degustação: Goiaba, Abacaxi com hortelã, Caju e Maracujá. Isso depois de pão de queijo, feijoada, café, e o drinque que vinha com a comida (eu bebi um chamado Mimosa, champagne com suco de goibada). Hic, hic!

Bom, depois de eu ter descrito o cardápio inteiro - eu bem tentei editar, mas qual desses itens poderia ficar de fora? - devo dizer que uma grande parte do sucesso do bar está no ambiente. Para começar, a música. Eu já falei aqui que a trilha sonora de um lugar é fundamental para o bem estar desta cliente? Pois é. Me vi no primeiro Domingo da Primavera de NY sentada com amigos comendo feijoada e bebendo caipirinha ao som de Chico, Seu Jorge, Jorge Ben, Djavan, Vinícius, Tom... Durante a tarde toda! Nem tiveram que apelar para Ivete ou Cláudia Leitte (nada contra a Ivete).

Quando eu já estava prestes a pedir um emprego lá, vi o dono no bar conversando com a clientela - ele é americano, pasmei! Pra mim só um brasileiro conseguiria concentrar aquele clima. E olha que não tinha nenhuma foto de uma mulher semi-nua convidando para o turismo sexual. Mas tinha Pelé nos observando... E uma estante repleta de Guaraná Antarctica, Leite Moça, Sucos de goiaba e caju, creme de leite... Não que eu tenha achado algum motivo para não querer trabalhar depois disso, só me dei conta que eu não preciso trabalhar tão longe de casa. Mas foi por pouco!


Os dois barmen (tá certo?) são brasileiros, assim como boa parte da clientela. Eu só percebi isso depois de falar em bom e alto português que o cara que tava sentando no bar tava com a bunda suja e ainda por cima empinando-a, quando ele virou e me olhou com os olhos de fúria. Ops...

Lá tem um telão para jogos e afins, e a Copa promete bombar lá no Beco! Todos os jogos passarão lá, e ao longo do campeonato eles vão promover 'Bloc Partys', que são festas que tomam o quarteirão, com direito a mesas na calçada.


Só para não dizer que eu não falei nada de mal, devo ser imparcial: Não tem Coca-cola! Só Guaraná, que eu não gosto. Mas isso foi facilmente resolvido dando uma escapada para a lojinha ao lado e comprando uma garrafa da bebida proibida.

Depois de lá, uma passeadinha por Williamsburg, o bairro boêmio do Brooklyn (obviamente venho falar dele depois) que abriga o Beco (que abriu em Maio de 2009, esqueci de falar). Entra aqui para saber mais. Maravilha, maravilha!


Beco: 45 Richardson St, Brooklyn NY 11211 / Tel: 718-599-1645

Seg - Sex: 7am - 2am / Sáb: 10am - 2am / Dom: 10am - 11pm