terça-feira, 6 de julho de 2010

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Bonjour, mademoiselle

Todo mundo sabe que as nossas maiores frustrações são resultado de grandes expectativas. Pois bem, minha expectativa de Paris, assim como imagino que seja a de muita gente, era muuuito grande. E a frustração foi inevitável. Lógico que não é sempre que temos grandes expectativas que nos frustramos, tem que rolar uma 'ajudinha' para isso.

Não passei muito tempo lá, mas o suficiente para perceber que a cidade que eu imaginava não existe. Já ouvi muita gente dizer isso, sei que não estou iniciando nenhuma polêmica (mas se você tem opinião contrária pode argumentar!). Mas também não é nada demais, eu gostei de Paris, tem coisas lindas, interessantes e, afinal, tá na Europa né gente. Quão ruim pode ser?

Fiquei quase uma semana, pouquinho. Fiz questão de subir até o último andar da Torre Eiffel. Oh céus, que programa de índio!!! Para começar, aqui (na Europa) é verão. Verão mesmo! Digno de 35 graus de sol na sua cabeça. A fila para a torre durou mais de 2 horas de pé, no calor e no sol. Como eu queria ir até o topo, ainda enfrentamos mais fila para subir no outro elevador (eu fico imaginando quem vai de escada...). E fila para descer! Putz. Na minha frente uma garota desmaiou na fila. Super saudável. Tudo bem, tenho que ser justa. Programa de turista em época de férias é sempre um belo programa de índio. Bom, a vista é realmente incrível. A cidade é toda planejada, organizada parece.

Mas, sair do metrô, virar a esquina e, sem esperar, dar de cara com a Torre Eiffel foi incrível. Ela é muito maior do que eu pensava - talvez porque tenha me decepcionado com o tamanico da Casa Branca, agora espero que os monumentos sejam menores do que parecem nas fotos (ok que a casa não é bem um monumento, mas vocês entenderam). E lá em frente estava tendo o Fifa Fan Fest de Paris, chique né? Mas o país também não me parece muito ligado ao futebol. Bom, não posso afirmar isso uma vez que cheguei lá depois de a França ter sido eliminada da Copa. Vai ver que antes as bandeiras nacionais reinavam em carros e janelas. Sei lá!

Falando em futebol, assistir aos jogos em outros países tem sido uma experiência interessante. Aqui na Alemanha dá até para dormir no ritmo sem graça e formal que os narradores levam o jogo. Já na França, mesmo sem entender muito, dá para arrancar boas risadas mesmo de quem está perdendo. Eles são muito engraçados! São leves, rápidos e bastante informais. Riem, zoam, falam: "uh-la-la"! Gritam e torcem, gostei!

Inclusive quando fomos assistir ao jogo do Brasil (oh, desgraça) em um bar em Montmartre, a garçonete já criou o clima. Apontou pra todo mundo nós duas (eu e mami) brasileiras e outras duas sentadas no bar que eram holandesas. Sacou uma vuvuzela de trás do bar e só dava ela. Uma vira casaca cara de pau, devo dizer! Quando chegamos, ela enrolou minha bandeira no seu corpo, fazendo um vestido do Brasil e foi desfilar pela rua. Crente que a gente ia ganhar. Bom, isso eu não posso culpá-la...

Montmartre é um bairro bem agradável, com as lojinhas, sexshops, cabarés (iei Moulin Rouge), brasseries e bares. Um passeio ótimo foi subir até a Sacre Coeur, valeu a pena. A igreja é linda, e lá perto tem uma praça onde há pintores e caricaturistas fazendo retratos das pessoas, além de restaurantes e mais comércio. Falando em comércio, andamos pela Champs Elysée e estava insuportável! Muita gente, mendigos, não tinha lugar para comer... E as lojas não me chamaram a atenção uma vez que eu prefiro gastar em dólar do que em euros! Não que eu compre alta-costura em NY, mas certamente valeria mais a pena.

O que eu acho que deve valer a pena são os museus, que não conseguimos ir a nenhum! Queria ter ido ao L'Orangerie para ver especialmente a sala onde Monet pintou as ninféias e também ao Petit Palais, que está tendo a exposição do Yves Saint Laurent (chegamos 15 min depois de fechar). Aliás, as Gossip Girls estão filmando em Paris. A Serena e a Blair não saem do meu pé, socorro.

Os monumentos são todos lindos e gigantes. E qualquer lugar que dê para ver o Sena é lindo. Tem até uma mini Estátua da Liberdade no Sena. Eu não sabia! Sei que a Estátua de Nova Iorque foi dada aos americanos pelos franceses, mas não sabia que eles também tinham uma filhinha dela no Sena.

Bom, mas o passeio que mais fez valer a viagem foi a ida ao Jardim de Monet. Desde que, no colégio, eu li um livro chamado Linéia no Jardim de Monet (que recentemente comprei pela internet de novo!) é um sonho para mim conhecer o jardim e a famosa ponte! Eu amo o livro, amo a Linéia e agora amo Monet!

O Jardim de Monet fica na Normandia, mais ou menos 1 hora de carro de Paris. Eu sinceramente não sei como um turista faria para chegar lá. Mas, por muita sorte, fomos muito bem recebidas e ciceroneadas por uma família amiga muito especial! Nos receberam na casa deles nos dois primeiros dias, quando comemos todos os tipos de queijos, pães e milhões de aperitivos que faziam o jantar quase desnecessário.


Bom, o jardim é incrível, nunca vi tantas flores na minha vida. E eu so alucinada por tirar fotos de flores! Enfim, para vocês só 3 porque eu sei que é um saco.

Além do próprio jardim e da casa de Monet (que é mantida original, na medida do possível), que serve como um museu com as suas obras mais importantes, a viagem vale a pena por todo o ambiente - o lugar mais precisamente se chama Giverny. Chegando lá é logo perceptível que estamos bem longe de uma cidade grande. Há casas de campo, muitas muitas flores e todo tipo de natureza. Tem hotéis, estilo pousadas, e restaurantes típicos (crepe para o almoço!). Antes de visitar a casa, fomos ao Musée des Impressionnismes, que exibia uma linda coleção de pinturas impressionistas do Rio Sena (L'Impressionnisme au fil de la Seine), de artistas como Renoir, Matisse e, claro, Monet.


Ah! A visita só vale a pena entre abril e novembro, fora desse período é frio e está tudo basicamente fechado.

Voltando à capital...

Eu sei que eu já estou muito crítica sobre essa viagem, mas o pior ainda não chegou. Eu achei o maior atraso do mundo o fato de que, com um calor de 35 graus em Paris, não achamos ar condicionado! Como assim? Tudo bem que o verão ocupa um tempo ridículo do ano da Europa em geral, mas sim, faz calor em pelo menos 3 meses. E calor de verdade! Não há ar condicionado no metrô. Isso para mim é o pior! Aquele metrô apinhado de gente, todo mundo colado um no outro, com um calor de matar e sem nenhuma brisa! Quando entramos, já suados da estação, sentimos dentro do carro aquele bafo quente, que não é temporário. Sério, não pude acreditar que numa cidade como Paris as pessoas passem por isso. E também no circuito turístico que fizemos, não conseguimos almoçar em um restaurante com ar condicionado uma vez sequer. Bom, não podemos deixar de perguntar ao recepcionista do hotel se havia ar condicionado do quarto. Quando ele disse que não, mas que poderíamos abrir as janelas, quase não percebemos o humor francês e fomos embora! Mas enfim, dormimos no fresquinho. Ahhh!

Como eu já disse aqui, odeio ser turista. Mas ao mesmo tempo, não tem muito jeito né. Daqui a pouco chegam posts sobre a Alemanha - já contei que eu tô aqui né? Au revoir!

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Maldita Copa!

Acho que todo mundo já deve ter percebido que eu só estou fingindo que estou em NY, né? Na verdade estou na Alemanha visitando minha mãe! E esta semana estive em Paris, agora estou de volta a Hamburgo. Daí no meio de Julho volto pros EUA com direito a uma temporada nas praias da Flórida. Ahhh, vidão!

Bom, esse post é rapidinho, só para dar satisfações - caso alguém ainda visite este blog abandonado! E também para divulgar uma matéria bem legal sobre a Copa e sua imprevisibilidade que eu li no NY Times este fim de semana (na versão internacional deles para ser mais precisa, International Herald Times). O link está aqui.


Just When Cup Had Its Theme, Story Takes a Sudden Turn

By ROB HUGHES
Published: July 4, 2010

The World Cup turned on its axis over the weekend. Before Friday, virtually every soccer expert was certain that the power in this tournament belonged to teams from Latin America, that European soccer was stale.

And what happened? Predictions were shot through with holes and grown men were reduced to tears.

First, Brazil was outplayed in a 2-1 loss to the Netherlands in Port Elizabeth. Then Ghana lost in a shootout after a deliberate use of hands by a Uruguayan player at Soccer City in Johannesburg.

Next, Argentina was overwhelmed by Germany, 4-0, in Cape Town. Finally, David Villa, Spain’s savior once again, scored with seven minutes left in regulation time to eliminate a spirited Paraguay team at Ellis Park in Johannesburg.

Four fields featuring four contests that confounded the critics.

Who would have it any other way? Uncertainty is a good thing in sports. If the results were known beforehand, why bother to go to the stadium or to switch on the television at all hours of the day and night? The Dutch players probably did not think much of their chances at halftime Friday, when they trailed, 1-0. Wesley Sneijder, who scored the goals that turned the game around, and Arjen Robben said that the players in the locker room saw no way that they could advance to the next round. Not after being dominated in every way by Brazil for a half.

What changed that, Sneijder said, was the realization that nothing would be gained by staying timid. Dutch courage, maybe Brazilian overconfidence and certainly a foul that resulted in a red card for Felipe Melo of Brazil turned things around.

But the key to Brazil’s elimination was that it was not true to its traditional flowing soccer style. Its coach, Dunga, tried to make Brazil more like Germany: bigger, stronger, more efficient, less flamboyant. Brazil fell between the two approaches, and on Sunday, Dunga was fired for that. Relying on its rhythm and creativity, Brazil plays the best game on earth; attempting to emulate the style of a European team, Brazil did not scare the Dutch.

Argentina took the opposite approach. Knowing that its defense was poor, it pushed everything forward, giving this World Cup more thrills during the first three weeks than any other team. That strategy failed against Germany, which knew exactly how to beat such an unbalanced team: take advantage of its weakness, crowd out Lionel Messi, and never let Argentina’s attacking offense get any momentum.

“It was absolute class,” Germany Coach Joachim Löw said of Saturday’s victory. “We analyzed their games and expected that Messi would drop into midfield. We managed to take him out of the game, keeping him under pressure without fouling him.”

He added: “I told my players, ‘You are younger, faster, more enduring.’ We were able to put Argentina’s defense under pressure and take it apart completely.”

Full marks for thoroughness. Yet Löw is still auditioning for his job at this World Cup. A month ago, the German soccer federation was not prepared to give him a contract beyond 2010.

How could they or Löw have known a few months ago that Thomas Müller, then just a young prospect with little experience at the international level, would burst into this World Cup like a star? How could Löw be sure that Sami Khedira, Jérôme Boateng and Mesut Özil would bring to Germany a youthful self-confidencethat would make them not only powerful as a unit but pleasing to watch, too?

The joy of putting them in and finding out is part of this World Cup’s revelatory essence. The fall of presumed powers like England, France, Italy and Brazil is quite the opposite.

And it is not only teams that are going home without fulfilling their potential. The exit of England’s Wayne Rooney, Portugal’s Cristiano Ronaldo and now Messi was shocking. They came into the tournament hailed as the heirs to the legacies of players like Pelé, Diego Maradona and Zinédine Zidane. They are, by anyone’s estimation, the three current outstanding individual stars in soccer, both on the field and in its marketing.

Rooney and Ronaldo did nothing to enhance their reputations. Messi did, until he was neutralized by Germany.

Maradona, now Argentina’s coach, would seem to be a man with a singular insight about star players — and perhaps why they fail. When his own tears were spent Saturday, he said he felt as if he had been flattened by a punch from Muhammad Ali.

Verbal punches were thrown at him from all angles. Surely Maradona was responsible for Argentina’s collapse? Surely he accepted what Germany’s players had said beforehand, that Argentines were nothing but temperamental artistes? Maradona, now almost 50, said in effect that he was the father of this team, that he would go home defending them, that he was proud of them. He, and they, knew no other way to play. He may quit, but he says he will first consult his family and friends.


But it was when he was asked why the great players had not demonstrated greatness here, had not risen to World Cup glory as he had done in 1986, that he gave his most interesting response.

“I think we were more selfish, and now players are more collective, more team players,” he said. “They want to do everything with their teammates.”

He added, “Before, perhaps it was a matter of being selfish players who had the rest of the team working for us.”

How interesting, and how perceptive that answer was. Maradona had succeeded as a player on this stage, but was perceived as little more than a cheerleader masquerading as a coach in this World Cup.

Messi was the only player on the Argentine roster whose talent approached that of Maradona’s, yet when Messi tried to run through Germany the way he had through previous opponents, he was rebuffed.

The inquests will be relentless, the taunts cruel, and they will start in South America. But the Latin Americans are not done with this tournament. There is still Uruguay against the Netherlands on Tuesday, and Spain, the European Latins, waiting for Germany on Wednesday.

Spain-Germany is almost a European final in its own right — a repeat of the Euro 2008 final, which Spain won, 1-0.

Germany has eliminated Argentina, and now it faces Spain, which has a flair with the ball that is bonded with patience and a team concept that fuses the European and South American styles.

A prediction? No chance. Surprise is this tournament’s lesson.


Ps: Até pensei em traduzir mas não seria tão legal... é, e também não tenho paciência! ;)

sexta-feira, 25 de junho de 2010

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Town of movie scenes

Então, sabem aquele hotel terrível que dormi em NY? Me serviu pra uma coisa (além de me ajudar a criar anticorpos): descobrir meu próximo passeio turista-mor em Nova Iorque (eu escrevo assim pq acho que é certo, ou New York ou Nova Iorque).
Eu tava lá passeando no lobby, que era o único lugar nas redondezas por onde se podia passear, e aí vi aquela 'estante de madeira cheia de folhetinhos para turistas. Ok, todos eram de espetáculos na Broadway (Wicked será minha próxima vítima), menos um.


Sim! New York's TV and Movie Tours!! Oh céus, como eu não tinha visto isso antes? Tá, eu sempre ouvi que tinha, e admito sempre pensar: que coisa de nerd idiota. Mas, oi, alou, eu sou nerd idiota! Ok que quando você anda com nova iorquinos pela cidade eles sempre apontam um lugar ou outro dizendo que ali foi gravado não-sei-o-que. E eu sempre acho incrível! Mesmo que eu não tenha visto o filme citado - que o caso de When Harry met Sally (sim, eu não vi) com uma 'confeitaria' (eu digo que é confeitaria porque parece com a Confeitaria Colombo) do Upper West Side. Mas ter um guia, tempo para tirar foto e outras nerdices é demais, não?!

Tem vários pacotes:

New York TV & Movie Sites

- Visite o prédio do apartamento de Friends
- Veja o exterior dos escritórios da Revista Mode de Ugly Betty
- Veja o apartamento do Peter Parker, do Homem Aranha
- Veja a deli (pra mim confeitaria!) onde Meg Ryan comeu seu sanduíche em When Harry Met Sally (como é mesmo em português?)
- Coma uma fatia de pizza na pizzaria de MIB (Homens de Preto) II.
- Siga a linha do tempo dos filmes de Nova Iorque desde Bonequinha de Luxo até O Diabo Veste Prada
- Venha pronto para cantar temas de seriados de TV! (I'll be there for youuuuuuuu!)

Gossip Girl Sites (U$40)


- Visite o hotel onde moram as famílias Bass e Van der Woodsen, onde tantas cenas de Gossip Girl são filmadas
- Seja "spotted"(pego, sei lá) pelo mais ubiquitous blogger (a tradução tá falhando galera...) na Constance Billard School para as garotas ou a St. Jude School para garotos
- Veja a masão no Upper East Side onde foi o casamento Bass/Van der Woodsen
- Passe pelo prédio da 5a Avenida onde mora Blair
- Compre na Henri Bendel onde Blair e Serena fazem compras (o guia também dá vale-compra, né)
- Prove um quitute (esse eu inventei) da padaria favorita dos Humphrey's

Sex and The City Hotspots (U$44)

- Coma um Cupcake na cupcakeria onde Carrie e Miranda comiam Cupcakes (há, como isso já não fosse um hábito. I love Magnolia)

- Beba um Cosmopolitan no Scout, o bar de Aidan (aiiii, só se ele estiver lá! ou de repente depois de uns 3 drinques ele apareça magicamente)

- Visite a igreja onde a Samantha conhece o "The Friar"(no idea)

- Veja a loja de móveis onde Aidan desenha suas peças (e lá, será que ele vai estar?)

- Pare na loja onde Charlotte comprou seu "Rabbit"(eu acho que sei o que é, mas tô com vergonha de falar)

- Passe pela Buddakan, onde foi o jantar de ensaio para o casamento de Carrie e Big

- Veja as locações dos filmes Sex and the City 1 e 2

Tem dos Sopranos, que como não é da minha época não vou escrever aqui. Quem quiser, clica para aumentar e ler! Falando nisso, eu tenho muita curiosidade de ver o último episódio dessa série, todo mundo diz que é estilo Lost. Talvez pior - terminou assim meio do nada, sem explicações. Mas é óbvio que não adianta ver só o último né. Enfim, um dia eu alugo tudo.


Não achou nerd o suficiente? Tudo bem... Há tours particulares! Para grupos de pessoas, inclusive um para despedida de solteiras do Sex and The City. Demais, né?!!! Dá pra escolher o pacote que você quer, cada um seria uma das quatro personagens.

Charlotte: Tour Sex and The City feito de limosine
Miranda: Charlotte + Sessão de maquiagem
Carrie: Charlotte + Jantar em um dos restaurantes da série
Samantha: Carrie + Mesa privada em um dos lounges da série com rodadas de drinques para as participantes.


E o do Gossip Girl particular é o tour feito de limosine e um almoço em um dos restaurantes da série.

Tá bom para vocês? Quando eu voltar para NY vou arrastar alguém para fazer o primeiro comigo - aquele dos filmes. Eu sou ridícula mas nem tanto né! Se bem que é melhor nem falar muito, eu me conheço... Alguém quer ir?!!






segunda-feira, 21 de junho de 2010

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Equalizando as Vuvuzelas

Eu sou uma pessoa muito facilmente irritável quando percebo um barulho - um ruído. Principalmente se é repetitivo, não consigo me concentrar e fico de mau humor. Não tenho assistido muito os jogos dessa Copa, devo admitir. Mas até então as Vuvuzelas já me dão nos nervos - e nos seus também né? O Bruno Mazzeo escreveu um dia desses na sua coluna do Globo (durante a Copa) que o Brasil poderia se vingar dos africanos quando recebermos a Copa - com o suave barulho do arranhar das unhas em quadros negros. Achei uma boa comparação!

Enfim, vi por aí na internet uma maneira técnica para minimizar o zumbido das cornetinhas.
Será que funciona?


JUNE 17, 2010
Buzz Kill
                                                  venn diagram

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WEBSITELifehacker.com

If you’ve watched even one World Cup soccer game this week, you’ve probably noticed that torturous, mosquito-like buzzing sound permeating the game’s broadcast. It’s those pesky, fan-borne vuvuzelas, whose sound—with a little help from the good geeks at lifehacker.com —can now be filtered out.


As long as your game-watching device has an equalizer, the trick is pretty simple. A vuvuzela burps at a few specific frequencies. The equalizer function on your computer, television or stereo will allow you to “duck” or reduce the output of those frequencies from your speakers, but keep all the other frequencies unchanged. This results in a soccer match that’s plenty loud but also much easier on the ears. Lifehacker.com has uploaded a video with all the details, and a before-and-after sequence will blow your mind— as long as the vuvuzelas haven’t done that already.

Vídeo aqui. Créditos aqui.

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Falando em futebol, hoje estava o Kaká na capa do NY Times sendo injustamente expulso de campo no jogo de ontem. E o título: "Ïn soccer, when a star falls, it may be a great acting job"(No futebol, quando um 'astro' cai, pode ser um bela atuação").
Uma matéria bem interessante relembrando atuações famosas, como a do Rivaldo na Copa 2002 e a eliminação da Austrália por um pênalti "atuado"para a Itália. 

Sumi! Estava no Brasil, agora em NY (me senti na obrigação de escrever né..) num hotel do lado do aeroporto para voar amanhã rumo a Hamburgo! Ufa! By the way, esse hotel é muito esquisito (sabia que deveria ter ficado no Hilton ao invés de JFK Inn), onde a pessoa é obrigada a comer pizza ou comida chinesa/tailandesa. Respectivamente, meu almoço e jantar - comi só metade dos dois. Assim fica light, né? Ansiosa pelo café da manhã amanhã. Espero que tudo dê certo até lá. Isso aqui tá muito sinistro...

Ps: Vocês se hospedariam num hotel que tem um site desses? Só porque é do lado do aeroporto? Pois é.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

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Feira de praça

Coincidência ou não, um dos lugares que mais me agrada estar em NY é a praça onde fica o meu curso - a Union Square.

Não sei se é justo defini-la apenas como uma praça - é uma mega praça com a lot going on em volta dela (e dentro). Muitos estudantes de cinema já devem conhecê-la de tanto que ela serve de cenário para os alunos da NY Film Academy - é só atravessar a rua e pronto, um belo ambiente para as histórias. Falando em cinema, foi em uma das ruas ali que eu vi gravarem o novo filme do Al Pacino, com o Bradley Cooper sendo ameaçado de morte bem na minha frente! Aliás, já não é a primeira vez que eu vejo uma gravação pelas ruas. Sempre tem um com um emprego terrível que fica mandando as pessoas passarem pelas ruas e fingir que nada está acontecendo. E só com gestos né, eles não podem falar senão entra no filme. Mas pô, dá licença? A rua é pública. Eu vim lá do Terceiro Mundo e quero ver os artistas, colega.

Nossa, como eu me perco fácil. Aííi, como eu dizia, a Union Square tem milhares de atrações. Uma delas (não sei se posso chamar de atração) é a estação de metrô. Ela fica sempre mais lotada que as outras, e serve de baldeação para um montão de linha - inclusive a L, que vai para o Brooklyn. Aliás, esse é o jeito mais fácil de ir pra lá. Então todo mundo que trabalha em Manhattan e mora no Brooklyn, que vai de metrô, está lá na Union Square nas horas do rush, ui.

Em volta da grande praça, você pode comer no Mc Donald's, Pret a Porter, Maoz Veg, Max Brenner (já falei dele), 3 opções de sushi, Dunkin Donuts, Starbucks, e mais um monte que eu não sei o nome. Pode ler um livro na (linda) Barnes and Noble e bem ao lado ir comprar umas maquiagens na Sephora. Ah, se o seu (e o meu) negócio são compras, American Eagle, Forever 21, Babies R Us (há!), Basement - é uma mega loja maluca de roupas com desconto, Best Buy. Ah, também tem um cinema por ali.

Academicamente falando, lá fica a New York Film Academy, alguns prédios da New School e uns dormitórios da NYU.

Por dentro

Tem várias estátuas na praça, como a de George Washington, Lincoln e Gandhi. Lá é, e sempre foi, um ponto para os ativistas e protestantes. Depois do 11 de Setembro, eu li que ali virou um ponto de "respeito" e homenagem às vítimas e que a área ficou isolada, só quem morava ali podia passar.

Desde 1976 existe um programa chamado Greenmarket Farmers. Quatro vezes por semana, famílias fazendeiras/produtoras regionais têm a oportunidade de expôr e vender seus produtos ali. Aliás, não só ali, mas este é o ponto mais famoso do programa.
Frutas, vegetais, carnes, flores e outros produtos são expostos com muito bom gosto pelos próprios produtores, o que faz o passeio pela praça ser ainda mais agradável às segundas, quartas, sextas e sábados de 8h às 18h.

O mais legal no entanto é o outro lado da feira - onde os artistas expõem. O lugar todo é povoado por gente jovem e alegre que vai aproveitar os dias de sol, seja deitado nos gramados, tocando algum instrumento, passeando na feira ou só 'chilling'.

As bancas dos artistas revelam a criatividade dessa "classe" nova iorquina. Fotografei e conversei com alguns dos expositores, e aqui vão os registros de um sábado ensolarado dos mais agradáveis que eu passei na cidade:
  • Essa moça estava promovendo o livro que escreveu, sobre casamento
  • Isso são "silhuetas" cortadas no papel. É impressionante, o cara corta rapidão o formato do perfil das pessoas.
  • Esse é demais! O cara tem uma coleção de "sock puppets"- fantoches de meia. Ele fotografa um por um e dá personalidade para cada. São todos lindos, e as fotos muito bem tiradas. Sem falar nas moldurinhas que fazem toda a diferença. Atrás de cada um tem um breve histórico de sua vida com o endereço para a página do Myspace (entrem, dá pra ver todos!) e Facebook. E cara, tem uma novela de sock puppets que ele fez. Essa eu não vi!


  • Nunca tinha visto isso. Mas achei uma ótima ideia! São móbiles com talas de madeira que tem de cada lado uma "característica". Aí de cima pra baixo a primeira é em branco para você escrever o nome de alguém, a segunda é "you are" e o resto você monta de acordo com o que quiser dizer para a pessoa! Ex: Fulano, you are so awesome, beatiful, cute, kind!


  • Tinha até uma campanha de adoção de gatos, que se eu não morasse num lugar que não permitisse animais, já ia adotar meu 3o gato da vida!

Entre mais um monte de arte para se admirar...











Union Square


ps: Eu tenho fotos de outras partes da praça, como a feira de vegetais e flores, mas estão no meu celular que está temporariamente morto! Quando recuperá-lo atualizo aqui.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

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Welcome to the Y

Aaaai que tristeza!

Vou ter que deixar minha moradia. Amanhã estou indo para a casa de uns amigos em New Jersey - adeus Maháta. Perdi meu tão amado quarto. Tentei aumentar o tempo de estadia, mas o negócio aqui é muito concorrido e eles estão me despejando! Como vou pro Brasil agora, quando voltar vejo pra onde for. Por enquanto, homeless.

Bom, nesse clima de despedida, vou falar um pouco da minha hospedagem aqui.

Quando decidi vir para NY ia fazer uns cursos na NYU - o que eu até fiz, mas acabei trocando pelo da NY Film Academy. Aí no site da universidade eles indicavam uns lugares off-campus para hospedar os alunos. Foi lá que eu descobri a incrível De Hirsch Residence!

Eu não tinha ideia pra onde ir. Não conhecia ninguém na cidade, mal sabia quais eram as regiões boas para ficar. Minha ideia inicial era ficar em um albergue até arrumar um apartamento. Foi quando descobri essa opção que eu estou. Eu explico:

O 92nd Y (se fala ninety-second-uai!) é um centro cultural aqui de NY que tem uma programação intensiva de palestras, eventos, apresentação de danças e teatro e também 3 andares de academia e quadras de basquete, squash e outras cositas mais. Ah, também tem creche e estúdois de dança e piano. Daí tem 4 andares de quartos - individuais ou duplos, grandes ou pequenos.

Para morar aqui é preciso preencher uma "aplicação", como se faz para as faculdades (um pouco mais simples né, mas eram 10 páginas!). E aí, se você for aceito, ainda tem que ver a disponibilidade de quartos. Eu dei sorte e fiquei com o quarto grande individual (até porque se caísse num duplo, sorry, ia procurar outro lugar! eu sou muito antisocial pra isso).

Me pareceu uma boa opção - eu ainda tava no Brasil, o que me fez ter muito receio em arranjar um lugar para ficar sem ter visitado! Enfim, dei a maior sorte!

Aqui é o máximo, pelo menos eu acho. É uma mistura de hotel e albergue. Alberque porque tem uma cozinha e um banheiro por andar - então é tudo dividido. E hotel porque eu tenho meu próprio quarto, faxineira uma vez por semana, e tudo incluído - internet, luz, aquecimento e ar condicionado. E num prédio que tem um montão de coisa, além de ser ultra-chique nos meus parâmetros de terceiro mundo! Tem uns 3 porteiros por vez (o que é raro em NY), três elevadores (mais raro ainda), segurança, manuntenção - tudo 24h. É uma opção muito boa, pois se eu morasse num estúdio aqui, teria que tomar conta de tudo, limpar, além de me preocupar com a segurança. Tem também uma lanchonete, pras horas de sufoco.

E dei a maior sorte na localização também - fica no Upper East Side, que é o bairro das Gossip Girls (xoxo), dos chiques e famosos! Fica pertinho do Central Park (hoje passei a tarde lá me bronzeando, hahaha! que situação!) e da Museum Mile, que é a área dos museus como o Met, Cooper-Hewit, Guggenheim, Jewish Museum, etc. Pra quem gosta mais de agito, indico morar longe daqui! Vai lá pra baixo, no East Village, Lower East/West Sides, Soho, etc. Também gostaria de morar lá, mas para o meu estilo velhota de ser, aqui é PERF!

Bom, voltando ao interior. O banheiro tem várias cabines, tanto para tomar banho quanto para o "toalete" - e as pias também!






No início achei que ia enjoar disso. Mas o bom é que, por mais que seja chato esse sistema de não ter o seu próprio cantinho, não é cheio aqui. Então fica sempre vazio, não é tipo um Shopping. Mas não vejo a hora de tomar banho descalça (por motivos de higiene uso chinelos)!!!

A cozinha:






Bom, nem preciso dizer que é o cômodo que eu menos uso né? Não sou lá muito de cozinhar! Mas também é o mesmo esquema - sempre vazio. No entanto, olha que revoltante, as pessoas roubam sua comida! Como eu sou prevenida, assim que cheguei já providenciei um frigobar com freezer - assim não tinha que colocar minha comida junto com todo mundo. E o que não era de geladeira, deixava em uma prateleira no quarto. Eles alugam os frigobares por temporada, U$75 por 4 meses - vale a pena né?! Bom, a Gaby, minha amiga argentina que se foi e deixou a maior saudade, sofria dessa babaquice de um povo mal educado aqui. Às vezes ela achava o cereal dela no chão, ou o suco bebido e com a garrafa no lixo, essas coisas. Como eu sou intrometida e tomo as dores dos outros, plantei várias armadilhas na geladeira. Comprei um suco que era horrível (Plum juice, ameixa, a médica receitou depois da minha quase-morte. acho que ela queria que eu morresse de vez!), aí pra melhorar, coloquei sal e pimenta e botei na geladeira comum. Um leite que estragou também foi pra lá. Só Deus sabe quem foi o espertinho que caiu na minha! Há!!!

Bom, eu já falei aqui que não paguei pela TV a cabo e comprei uma antena giga, porém funcional? Então, mas qualquer coisa tem uma TV na salinha comum aqui no andar. Com cabo! E DVD. E mesas, para o seu quarto não ficar cheirando a comida. E a lavanderia é ótima também, uma por andar, as máquinas estão sempre livres (U$1,50 para cada). Também tem ferro, tábua de passar e tanque (ai!).


O quarto em si. Quando cheguei levei um susto - era muito melhor do que eu esperava! Não que seja uma maravilha, mas eu já aprendi que na vida a gente tem que ter baixas expectativas para não gerar frustrações - é triste, mas funciona!

Para minha sorte, o meu quarto é o mais bem localizado do andar! E acho que o maior, todas as meninas que entram aqui dizem: 'Noooossa, seu quarto é muito maior que o meu!' Eu agradeço e vou tomar meu banho de sal grosso.
Além disso, ele é no fim de um corredorzinho, o que me dá privacidade e sossego. Tem gente que não dá sorte na vida. A garota que mora no quarto em frente ao banheiro envelheceu 5 anos de tanto stress que é ter que sair do quarto, toda noite, pra ir gritar com alguém no banheiro pra calar a boca. Não que eu já tenha sido essa pessoa sem noção que fica falando alto no banheiro....................








Não vou nem ser cara de pau e falar: "Não reparem a bagunça", porque é assim mesmo que ele ficou do início ao fim. Tirando a cama, que foi quando eu já tinha começado a encher as malas. Ah, e tem duas janelas!

Portanto, para quem estiver pretendendo passar uma temporada por aqui, eu super indico o 92nd Y. Para receber convidados também é ótimo - eles cobram U$15 por dia, ou U$25 se ficar mais de 4 dias. E o guest ainda tem a sua própria cama de montar! Né Guito?!

Agora, quem já for mais independente e não tiver medo do escuro, pode investir o mesmo dinheiro em um apartamento de verdade! Craigslist.com. Fica a dica!


92nd Y - 1395 Lexington Ave, NY


Ps: Uma fotinho da Gaby na cozinha, com sua roupa de médica. Que saudade! Vocês não têm vontade de ser amigos dela só pela cara dela?! Olha que simpatia!


Ps2: Ela é argentina... mas ninguém precisa ficar sabendo!