sábado, 8 de maio de 2010

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Com o pé na cova - Parte 2

Vocês não sabem o que me aconteceu!

Não, eu não fui pro hospital de novo (sobre esse assunto digo que a conta deu +- 8 mil dólares, + 500 dólares da ambulância - até parece que me dirigiram até o Canadá de tão caro - e estamos vendo com o plano o que devemos pagar ou não. Perf!).

Para quem não sabe este mês estou estagiando na Globo aqui em NY. Comecei segunda e estou amando! Só reportagem legal, a equipe de correspondentes é o máximo, o escritório é lindo e eu apareço no fundo quando entra ao vivo! Haha, bem Robert. Me acompanhem!

Pois bem... ontem fomos fazer uma matéria para o Fantástico sobre... adivinhem - sim, oh, a bomba na Times Square! A produção conseguiu um terraço super bem localizado para filmar lá de cima a área que seria atingida caso o terrorista incompetente tivesse conseguido explodir o carro. Aí a arte faria uma animação para mostrar a explosão e tal (hoje, no Fantástico!).

Foi bem legal, fiquei me comunicando com o Paulo (o outro estagiário e meu super amigo!), que estava lá em cima, dando as coordenadas para o repórter (Rodrigo Alvarez). Uma baita equipe envolvida! Ok, passagem gravada, imagens feitas, tudo certo. Um dos câmeras desceu ao nosso encontro (Luis Alves, o Tigrão!) e segundos depois a polícia começa a interditar as quadras centrais da Times Square. BOMBA DE NOVO?!

A polícia gritando, o pessoal se afastando... E nós, povo da TV, querendo é ficar mais e mais perto do perigo pra mostrar o que estava acontecendo! Que loucura.


Mas olha, bem que tinha uma boa parcela da população atrapalhando nosso trabalho de sermos curiosos sozinhos. A polícia foi fechando as quadras com a fitinha, e o povo só queria saber de lerdear. E se tivesse uma bomba mesmo?! Todo mundo com o umbigo na fita de segurança pra tentar ver o que estava acontecendo. Se isso fosse no Brasil, tenho certeza que ia ser pior ainda! Até porque pra quem é brazuca mesmo, uma ameacinha de bomba não é nada, né? Por isso mesmo eu tava lá tranquilona também.
Até porque no fim das contas se descobriu que era uma mochila com garrafas de plástico. Esse povo tá neuróóótico!


Mas foi super legal. Chegou o esquadrão anti-bombas, e quem viu The Hurt Locker sabe do que eu tô falando: aquele cara (com o pior emprego ever) vestido de astronauta tentando descobrir o que tem dentro do 'pacote suspeito' e, caso fosse uma bomba, desarmá-la. Aí ele mexia um pouco e se afastava rápido. Sabe quando você fecha um olho só pensando: "aaaai, é agora". Aí ele voltava, assim como as expressões faciais desta que vos escreve. Uma tensãozinha no ar...

Bom, no fim tudo deu mais do que certo. Eu queria levantar minha plaquinha: "Eu já sabia!".

O que foi bem legal pra essa estagiária aqui foi ver que pra ser jornalista tem que ter sorte e persistência. A Globo teve as imagens exclusivas lá de cima do cara desarmando a 'bomba', da evacuação da Times Square, e depois de tudo voltando ao normal. O que era pra ser uma reportagem especial para o Fantástico virou uma exclusiva do "Terror em NY" para o Jornal Nacional de mais tarde. Assistam aqui (e reparem na figuração mais do que especial de óculos vermelhos atrás do garoto dando entrevista no seg. 00:54, há!).

Foi muito inspirador ver a vontade da equipe (Rodrigo Alvarez, Luiz Azevedo e Tigrão, e a produção também) em fincar o pé ali, negociar com o dono do terraço que queria expulsá-los lá de cima (que, by the way, era sinistro de não-seguro) e gravar as passagens ali na hora, improvisado e sem muita informação da polícia - que não te diz nada mesmo que você implore.


As prioridades se invertem em um segundo - o deadline vai pro lixo, alguém tem que vir correndo trazer mais bateria pro microfone, pra câmera, mais discos pra gravação. Não pode beber muita água para não querer ir ao banheiro e perder a primeira fila do espetáculo. O pessoal lá de cima via o que estava acontecendo melhor que a gente, passava as informações e o Rodrigo ia gravando. Demais!

Agora... depois de tanta insistência do meu pai para eu ter largado o Rio pelos EUA (ao menos temporariamente), se eu morresse de bomba esses terroristas iam se ver com ele!!!

*Não dá nem pra dar a desculpa que aqui não bate sol. Todo mundo moreno a minha volta! Fazer o quê?!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

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Nao sei nem como legendar

Andando pela 5a Avenida...





sexta-feira, 30 de abril de 2010

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Onde estiver, estarei!

Para os marmanjos que estavam reclamando que eu só falava de comida, devo dizer: get over it! Eu adoro comer, falar de comida, e vou continuar com meus posts sobre o assunto!!! Porém, como sou uma pessoa muito flexível e eclética, o post de hoje será sobre algo muito mais... másculo.

Libertadores. Oitavas de final. Flamengo e Corinthias. Justin TV quebra o galho para assistir ao jogo, mas hum... Estamos em NY, podemos fazer melhor! Certo?

Certo!

O Nevada Smiths foi indicado por um professor do meu curso para assistir aos jogos de futebol (o nosso futebol, não o football deles, aquela chatice). E não é que o americano tinha razão?! Na primeira vez que eu fui (não lembro o jogo, era Fevereiro), sentei sozinha no bar e pedi uma cerveja com a minha camisa do Flamengo. Daqui a pouco vai entrando um monte de gente com a camisa do time e eu percebi que estava no lugar certo!


O Nevada, que fica no Lower East Side, transmite esportes em geral, mas principalmente 'soccer'. Tem várias televisões (14) de plasma ao longo do bar e um telão no fundo, que geralmente passa o jogo com o maior número de torcedores presentes. E, incrível, sempre que eu vou é o do Flamengo. Que coisa!

O melhor de encontrar flamenguistas aqui em NY é o fato de eles serem cariocas, o que é muito raro por aqui. Os brasileiros que eu encontro são todos paulistas, meu! Nada contra (eu sou paulista, sabiam?), mas não se compara ao nosso jeitinho e sotaque! Que maravilha. Além de tudo são cariocas com bom gosto né.

(Reparem no corinthiano insuportável berrando à esquerda)

(olha o Robinho aí de amarelo)

Enfim, nem sou a maior fã de futebol do mundo, e acho um tanto triste acompanhar seu time de longe, sem poder (pelo menos tentar) ir ao estádio de vez em quando. Mas além de ser super divertido, quebra o maior galho pra quem não tem como ver os jogos em casa.

A torcida que vai ao bar é fiel. Tem bandeira personalizada (Raça Rubrooklyn Negra, vide foto!), gritos e músicas vindos direto do Maraca, camisas novas, e muito conhecimento do esporte! Não é só o Flamengo que pinta por lá, mas como eu só vou em dia de jogo do Mengão, não posso atestar a qualidade dos outros times ali. Só sei que tem uma faixa cativa no bar da Gaviões da Fiel, e a torcida do Corinthians nessa última quarta não fez feio (diferente do time, há!). Devo ressaltar que com tanto corinthiano e flamenguista em um bar, aquele deve ter virado o ponto mais perigoso de NY! Hahaha, é triste!

(Peter Azen e Dudu Zilberman, fundadores da Raça Rubrooklyn Negra.)


Foi uma briga, gritos de um lado, gritos de outro. É duro ver jogo ao lado de paulistas falando: "Que puta defesa bôa, velho!". Arrrgh! Mas eu bem queria ter ouvido "Aqui tem um bando de locooo, loco por ti Corinthians". Só que eles não cantaram essa =(. (Carol, sei que você ia puxar se estivesse lá!).


Muito toscamente, eu tentei filmar alguma coisa para mostrar aqui. Como vocês podem ver, eu até filmei a hora do gol! O que foi muito física e psicologicamente difícil! Reparem que uma voz esganiçada feminina no meio de um bando de homem gritando GOOOL só pode ser a minha. Ai, não me canso de passar vergonha nesse blog.


Enfim, quarta-feira que vem tem mais. Quem gostar de futebol e estiver por aqui, é só conferir a programação no site. Para eles, "Footbal is religion". Já tenho endereço na Copa!

Ah! Mais uma coisa...

O Nevada não se restringe somente aos esportes. Outro dia fui lá para uma festa de Couch Surfing que estava tendo no andar de baixo (eu nem sabia que tinha um andar de baixo!). Quando acabou, subimos e estava rolando um karaokê super animado! Tem aqueles livros imensos para escolher a música, você põe seu nome e entra na fila. As letras aparecem no telão, que agora conta com um palco, e nas telas na sua frente. É o máximo!

Vê se dá pra reconhecer algumas pérolas cantadas no dia que eu fui:


E claro...


O karaokê acontece toda terça-feira.

Nevada Smiths - 74 Third Ave (Between 11th & 12th Streets) - (212) 982-2591



Ps: Ponto negativo do bar: Não tem comida!!!
Mas eles deixam você levar...

Ps2: Créditos da minha linda e maravilhosa camisa autografada ao incrível namorado João!


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O cúmulo!

Lembram que eu falei da nerdice extrema dos americanos jovens com o tal do Blackberry?
Acreditam que existe um estilo de pintar as unhas vindo da prática de digitar no celular?!
É isso mesmo, o nome é Blackberry Bling, que consiste em:

Todas as unhas de uma cor e a unha do dedão de outra, preferencialmente mais chamativa para se destacar quando você estiver freneticamente falando com seus amigos pelo BBM (Blackberry Messenger).

Eu já tinha visto várias pessoas com uma ou duas unhas pintadas de uma cor diferente na rua. Até tinha achado divertido e mais dia, menos dia, aposto que eu vou fazer isso também (é, eu não tenho critérios). Mas não sabia que tinha até nome! E pior, que tinha uma origem tão nerd.


(Gente, essa mão não é minha!)
Olha a explicação da manicure (gênia) que inventou o termo:

“Everyone has a BlackBerry, and even if you don’t, you’ve got something that you’re texting and emailing on all day--with your thumbs. Since your thumbs are always in sight they’ve become a huge fashion accessory.”

(Todo mundo tem um BlackBerry, e mesmo que você não tenha, você tem algo que te faz digitar e mandar e-mails o dia todo - com os seus dedões. Como eles estão sempre à vista, se tornaram um grande acessório fashion.")

Leiam aqui mais detalhes sobre essa tendência MUST!

E eu já tava pensando que, por ser usuária de Iphone, estava fora dessa moda. Ufa, ainda bem que não!

Rosa ou dourado para os meus dedões?


(Fonte: Spotted At Fashion Week: The "Blackberry Bling" Nail Trend, Glamour.com)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

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Um mundo de Hot Dogs

Quando passamos na frente do Papaya King, uma lanchonete muito com cara de que falta pouco para ser fechada pela vigilância sanitária, alguém me disse: "Aqui tem o melhor cachorro quente de NY!". Com a minha melhor cara de nojo, dando mais uma olhada no local, falei: "Jura?!".

O Papaya King engana! Desde as escolhas visuais muito duvidosas, passando pela grosseria e ignorância dos atendentes até o espaço apertado que exibe caixas de papelão que claramente deveriam ficar no estoque, você pensa que está naqueles bares de Copacabana com X Tudo e vitaminas mil. Porém, caro leitor, eu testei e aprovei! Que maravilha de cachorro quente!!!

Devido ao excesso de informação visual, ficou difícil entender completamente o cardápio, mas pelo que eu entendi, as especialidades do local são duas: o já citado cachorro quente e os sucos (esses eu não fiz questão de atestar a qualidade).

Eles têm um lema: Papaya King Frankfurters are tastier than fillet mignon. Eu bem que tentei interpretar a frase, mas não consegui entender muito. Pra começar, não sei o que são Frankfurters - será que são as salsichas? Bom, tudo o que eu sei é que são tasty mesmo!

O cachorro quente vem naquele pão simples à la Geneal (pior cachorro quente do mundo - sim, eu sei que há controvérsias), e você pode escolher todo o resto. Tem diferentes tipos de salsicha e 'molho': Chilli, queijo, cogumelos, cebola (nas mais diversas versões), pimenta, cole slaw (tipo uma salada de repolho com maionese), etc. Daí você faz as combinações!


Eu pedi o de chilli com cheddar, uma combinação bem levinha (custou U$2,49). E provei também o combo que vem com cebolas fritas, uma delííícia! Tem até um cachorro quente que vem com elas on top - minha próxima vítima. Ah, como diversos lugares aqui, só tem Pepsi! Argh! E é stand-up, ou seja, sem cadeiras ou mesas - tem uma bancadinha.


Descobri que essa filial que eu fui (do Upper East) foi a primeira já aberta pelo dono, que era um grego recém chegado aos EUA. Ele viajou para a Flórida e se encantou com as frutas tropicais de lá e resolveu abrir uma casa de sucos com essas belezuras em pela NY em MIL NOVECENTOS E TRINTA, é isso mesmo, 1930! Eita, faz tempo. E se chamava na época Hawaiian Tropical Drinks, Inc.

Tá, aí olha que viagem: A loja não tava fazendo sucesso e as frutas apodrecendo, então ele decidiu colocar sainhas havaianas nas garçonetes e plantá-las na porta da loja distribuindo provinhas dos sucos. Pronto! Sério, esse é sempre o segredo de algo bem sucedido? Homens, cresçam!!!
Tudo ia muito bem, tudo ia muito bom. Mas o grego (chamado Gus Poulos, lindo nome) sentiu que faltava alguma coisa (hummm, já imaginamos o quê né!). Um belo dia, resumindo, ele estava andando de patins pra impressionar uma gatinha alemã (Birdie, outro lindo nome), caiu e se machucou todo. Ela ficou cuidando dele, levando comida alemã. Daí, quando eles se casaram, o cachorro quente (o tal de frankfurter) entrou de vez na vidinha mais ou menos dos sucos! Thanks, Birdie!

O nome do lugar mudou porque alguém apelidou nosso amigo Gus de Papaya King. Ao longo dos anos, eles abriram várias lojas pelos EUA, inclusive uma na frente da filial da rua 86 (essa que eu falei acima), no melhor estilo Starbucks. Mas pelo visto, com a morte do Gus, o resto da família tomou conta do negócio e, sabe-se lá porque, só existem umas 4 lojas por aí.

Papaya King - 179 East 86th Street (esquina com a 3rd Ave) - (212) 369-0648

Fica aberto todo dia até meia-noite e sextas e sábados até às 2am!

domingo, 25 de abril de 2010

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Pechinchando

Esse negócio de brechó virou a maior moda nos últimos tempos, né? Acho que no mundo todo, inclusive no Brasil. Eu sempre tive um pouco de preconceito - usar roupa de gente que eu não sei quem é? E para mim não existe isso de que só em brechó se acha peças de roupa vintage, isso tem em qualquer lugar - novinho, novinho. E bem caro também!
Para quem frequenta os da moda (se alguém quiser complementar com dicas, sinta-se à vontade), sabe muito bem que nem é tããão barato assim quanto se pode imaginar.
Virou até tão "cool" ter peças de brechó quanto das marcas super famosas. Principamente se o dito cujo for overseas (Renata usa calça da Osklen, óculos Gucci, bolsa que roubou do armário da avó, relógio H Stern e botas adquiridas em um brechó em Londres. Ponto pra Renata!). Eu sou muito implicante com essas coisas de moda, mas uma hora ou outra, acabo de rendendo e mordendo minha língua.

Assim como Raul, quero dizer agora o oposto do que disse antes!

Brechó é um barato! Você não tem a menor ideia de que marca é aquilo, se vai caber em você, se quem usou antes foi uma mulher que engordou muito e a roupa não cabe mais ou uma velha que resolveu, depois de muitos anos, vender suas roupas (são as minhas teorias preferidas). 7 entre cada 10 peças são pratos cheios para gargalhadas e viagens da imaginação.

Só fui a um brechó na vida, e isto foi na semana passada. Cool por cool, fui no brechó mais cool do bairro mais cool da cidade mais cool (Renata morreria de inveja): Beacon's Closet, no Brooklyn.


Eu já tinha muito ouvido falar, não sei se ele é famoso por aí, mas aqui em NY quanto você fala em brechó é o primeiro que as pessoas te indicam. Ele fica pertinho da Bedford, que é a Avenida.. humm, cool, de Williamsburg. Fui lá acompanhada da minha amiga mais perua e de um amigo que compartilhou da minha loucura de experimentar várias roupas só pensando em quantas doenças ou coisas do gênero poderíamos estar contraindo naqueles momentos. Mas pra quem anda de metrô, uma roupinha usada é balela!


Para mim o símbolo da loja me lembra o Marcelo Tas (ídolo da minha monografia), portanto não consigo aceitar que aquilo seja um bebê. As sacolas de plástico são rosa, e enfeitam as mãos de boa parte das pessoas que passeiam por aquela rua (a rua não tem nada, só uma loja que parece ser beeem legal pra quem curte skate, é logo ao lado). Assim como todos os lugares bacanas de NY, 50% da graça do local são os frequentadores. Infelizmente eu não tenho vocação para papparazo(a). É uma pena, tem tanta gente que eu queria mostrar!


Bom, chegando lá, a primeira coisa que você nota é: Nossa, quanta roupa! E aí vai vendo que está tudo perfeitamente organizado, nas araras redondas, por cores. Em cima de cada uma, uma circunferência de sapatos de diversos tamanhos (o chato é que não dá pra pedir maior/menor, né. tem que ter fé!) combinando com as roupas embaixo. O lado esquerdo é dedicado aos homens, que como já era de se prever, são menos agraciados com as bugigangas.


Mas, como reclamei acima, não achei super barato não, viu? Comprei dois vestidos por U$15 - tá, razoável, e deixei de levar uma blusa que custava U$18, achei um abuzinho. E sabe quando você se decide na beira do caixa e dá para o cara com a maior dor no coração falando: É, essa eu não vou levar... Aí ele coloca num bolo de roupas atrás dele, que você sabe que vão voltar para as araras e alguém vai arrematar a sua blusa e te fazer super arrependida (muher é fogo)? Pois é... Mas, para me deixar melhor, o vendedor jogou a blusa no chão e falou: Esse é o bolo de roupas que a gente manda queimar. Se você não tem, ninguém mais vai ter, não precisa se preocupar. Yeah! Atendimento: nota 10!


Falando em atendimento, foi estranho levar roupas para provar e a mulher não se dar por satisfeita com a minha palavra dizendo quantas peças eu levava. Eles põem nm cabide e vão abrindo peça por peça, olhando mesmo dentro dos vestidos e blusas para ver se você não está fazendo aquele ótimo negócio 2 por 1.

Deve ser complicado mesmo cuidar da segurança, as peças não têm alarme, é tudo meio solto. E vamos combinar, tem que ser muito espírito de porco pra ir roubar brechó. Mas acontece, reparem no aviso abaixo:

Falando em espírito de porco, uma das coisas mais divertidas de brechó são os 'achados' incríveis - nunca vá sozinho! Para quem você vai mostrar as peças mais inusitadas?


Além de roupas, o Beacon's Closet tem muito de tudo! Cintos, brincos, anéis, óculos e uma área reservada só para bolsas. Infelizmente, não achei minha Louis Vuitton ou Chanel por U$15 lá...
Também tem uma sessão de coisas não-usadas, uma mesa com objetos interessantes. Falando em usado, não achei que as peças lá estavam nem um pouco com cara de acabadas. É lógico, quanto mais 'vintage', mais velho era e dá para notar. Mas o resto, parece roupas que temos no armário e já usamos. E é muito provável que eles dêem uma boa desinfetada em tudo! Isso me leva ao processo de seleção das roupas. Você pode levar lá mesmo sua sacolinha de roupas usadas que quiser vender. O balcão de compra ou troca fica na parte masculina. E se você tive uma alma elevada, também tem uma prateleira de doações, que eu senti que não faz tanto sucesso, vide foto!



Para saber as regras de venda e troca clica aqui.
O Beacon's closet tem duas filiais em NY. Além desta de Williamsburg também tem em Park Slope (92 5th avenue - também no Brooklyn). Mesmo que você não seja adepto do "tudo que é meu, é seu", vale a pena dar uma passadinha para conhecer. É diversão na certa, principalmente se você for debochado como eu!

Beacon's Closet - 88 n 11th street, Brooklyn - 718.486.0816

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Satisfações

Caso alguém tenha entrado aqui e se incomodado com a lerdeza do blog, eu explico:
Tô com dois amigos aqui!
Guito, que está hospedado no meu quarto (é muito amor mesmo, fala sério) e vai ficar até dia 02/05 e a Carolzinha que fez uma surpresa pra mim no meio do Times Square que eu quase morri do coração e de alegria!!!

Então estou muito ocupada passeando com eles por aí. Descobri que sou uma péssima guia - digo que sei chegar nos lugares e quando saio do metrô vejo que nunca estive lá antes. Mesmo nos lugares que eu sempre vou! Como é possível?

Bom, só pra vocês verem:

1) Quem são
2) Onde obviamente eu os levei
3) Como são retardados!


Tenho várias coisas pra escrever aqui, só vim prestar satisfações.
Me aguardem!