domingo, 25 de abril de 2010

0 Comments

Satisfações

Caso alguém tenha entrado aqui e se incomodado com a lerdeza do blog, eu explico:
Tô com dois amigos aqui!
Guito, que está hospedado no meu quarto (é muito amor mesmo, fala sério) e vai ficar até dia 02/05 e a Carolzinha que fez uma surpresa pra mim no meio do Times Square que eu quase morri do coração e de alegria!!!

Então estou muito ocupada passeando com eles por aí. Descobri que sou uma péssima guia - digo que sei chegar nos lugares e quando saio do metrô vejo que nunca estive lá antes. Mesmo nos lugares que eu sempre vou! Como é possível?

Bom, só pra vocês verem:

1) Quem são
2) Onde obviamente eu os levei
3) Como são retardados!


Tenho várias coisas pra escrever aqui, só vim prestar satisfações.
Me aguardem!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

0 Comments

Apple Store


Se tem uma coisa que eu entendo bem é loja. É triste, mas é verdade.

Eu nem sabia da existência desta sobre a qual escrevo hoje. Mas depois de um passeio no Central Park, andando em direção à 5a Avenida é impossível não notar a maçã flutuante de Steve Jobs. (No mapa tá uma estrelinha, o Paint não tem maçã!)

As Apple Stores não são nenhuma novidade, todas lindas, branquinhas, com os novos modelos de Ipods e MacBooks para livre uso de quem estiver passando. A parede cheia de acessórios para os produtos também está presente em todas as filias. O mais legal pra mim até então dessas lojas nos shoppings da Flórida ou em lojas de rua eram as vitrines. Sempre muito criativas e atraentes!

Mas a Apple Store da 5a Avenida nem tem vitrine! E precisa?


Eu não sei o que acontece nessa cidade (quer dizer, sei sim: tudo!) que em certos lugares parece que é SEMPRE feriado! A gente tá em mês de férias? Sei lá. Pra mim era só no começo e fim do ano ou no meio, mas o povo gosta mesmo de viajar. Tem turista o tempo todo em todo lugar e com muita disposição! Já falei aqui sobre o quanto não me sinto à vontade cercada de turistas, né? Mas não adianta, tentei esperar pra ir no MoMa, na Apple Store, e em outros lugares, pensando que: "Ah, agora tá muito cheio, daqui a pouco esvazia..." Esvazia nada! Prende a respiração e se joga na massa!

Enfim, estou dizendo adeus ao PC e migrando para o Mac. Nerd como sou, não sei como isso ainda não aconteceu antes. Estou muito apreensiva, é um whole new world. Mas como tenho usado bastante o dito cujo no curso (de cinema), para editar e outras coisas, já estou me acostumando. Ainda não decidi qual será - por isso fui à loja para poder pesquisar. E percebi que as pessoas vão lá achando que é Lan House! Caceta! Todo mundo usando o e-mail, vendo vídeos no Youtube (devo admitir que também usei o e-mail, mas era com propósito de testar a confortabilidade do teclado!), jogando... Galera, vocês tão em NY, vão passear no Central Park ali do lado ou fazer umas comprinhas na 5a Av.!
Mas nããão.. Olha a filinha pra pagar:


Isso é possível porque a loja é lotada de todos os notebooks, desktops, Ipods, Iphones, Ipads da marca. É muito computador, são +- uns 10 exemplares do mesmo modelo. Não dá nem pra dizer que eles estão exagerando, a demanda exige!


É uma experiência, não é o simples ato de comprar. Em certas mesas, tem palestras sobre um produto. Wokrshops, como eles chamam. Tem um vendedor no canto da mesa, com um microfone e uma tela ao lado que mostra o que ele está fazendo. Da outra vez que eu fui ele estava usando um Iphone e tinha uma câmera posicionada em cima do aparelho que transmitia a imagem ao vivo para os 'alunos' ao redor da mesa. Ontem era o Ipad.

Que, aliás, é obviamente a sensação do momento (papai já tem o seu, não falei?!). A loja está coberta de propagandas dele. Ele é lindo, ele é charmoso, ele é multi-funcional. Ele, pra mim, por enquanto, é um Iphone gigante! Depois de esperar alguns minutos, tive acesso a um (nesse caso tem uns 30 Ipads para os clientes usarem, não apenas 10 como os outros 'mortais' da Apple). Usei um pouco, o vídeo é realmente sensacional, ou sença (nova gíria, by Cadu)! Infelizmente não deu pra perceber se o som era bom pelo barulho que estava na loja! Achei meio pesado pra ficar segurando, mas também, eu sou meio fracota.

No site da loja tem os horários para Workshops e eventos, como "Meet your new Ipad" (conheça seu novo Ipad), ou "GarageBand hands-on Workshop" (Workshop prático do GarageBand). Dá para fazer uma 'viagem de campo' (como fala isso mesmo?) com seus alunos pela loja, entre outros. Eles têm um lema: "Come to shop. Return to learn" (Venha para comprar, volte para aprender).


Não posso deixar de frisar o quão linda é a loja. É bem grande e espaçosa - ou era pra ser, sem as milhares de pessoas! Entre o Central Park e a arquitetura clássica da 5a Avenida, foi erguido em uma praça (que é uma graça, com um chafariz e várias mesinhas) um imenso 'bloco' de vidro - a loja é subterrânea! Tem até um elevador lindo para os preguiçosos. É tudo feito de vidro na entrada, desde o chão até as escadas e paredes do elevador. Ã noite, com a iluminação, ela fica ainda mais bonita (vejam no site a foto profissa).



Um dos segredos da fortuna de Steve, ao meu ver, não são os dispositivos em si apenas. Mas o que vem com ele. Porque todo mundo queria um Ipod? Eu tive o mini, o shuffle, o touch, o nano... Eles quebram antes de outro MP3, não têm conserto, são mais caros e muitas vezes com menos capacidade do que outros. O design é sempre de babar, de qualquer produto Apple. Mas e os acessórios? E todo o mundo que gira em torno de um simples aparelhinho?
Desde capas até rádios de carro que vem dizendo: feito para Ipod. Ipod mesmo, não é MP3! Será que eles têm alguma relação com a Apple? Ou só sabem que vão se dar bem se grudarem no produto?

As capas aqui são surreais, tem de tudo! Pra computadores e Iphones/Ipods. Tem lojas, como a Juicy Couture, que são adeptas de terem a sua versão - e cobram uma nota por isso! Então é isso, você compra o telefone, ou o MP3 ou o computador. Aí logo abaixo do seu pedido (se for online) ou na parede ao lado tem: 'tudo o que você precisa para incrementar seu produto'. E é isso aí, um cabinho aqui, um carregadorzinho ali, um programinha acolá. É um mundo de produtos complementares! Além do mundo virtual, agora com os aplicativos, como já disse há alguns posts.

Sem contar com os milhares de fones incríveis e caixas de som feitas especialmente para o Ipod. Principalmente Bose, que custa o preço do próprio aparelho. Eu ouvi alguém na loja dizer algo sobre os 'Ifans'. É, esse tipo 'I' também não falta por lá!

Não sei se deu pra entender, mas o que quero dizer é que você acaba não só gastando R$200 no Ipod ou U$1000 no computador. A Apple e outras indústrias vêm com milhões de coisas especialmente para você! Isso é bom? Sei lá! Pra quem é compulsivo desequilibrado que nem eu, não. A Amazon já cansou de me entregar capinhas de Iphone coloridas.


Apple Store: 767 Fifth Ave - (212) 336-1440 (na altura da 59th)

(também tem uma mais para Downtown, vou pesquisar)

terça-feira, 13 de abril de 2010

5 Comments

Washington - Parte 1

Tenho um problema.
Odeio turistas. Odeio turistas no Rio, enquanto eu tento pedalar pela Orla (neste verão atropelei uns 3 e berrei com 27). Odeio turistas em qualquer lugar! Mas o problema mesmo é que eu odeio turistas turistando enquanto eu quero turistar! Entende?

A grande ironia é que eu adoro ser turista - máquina na barriga, mapa da cidade, mapa do metrô, protetor solar (o mundo é cruel para com a minha tonalidade), agora com a modernidade (já citada há dois posts) GPS do telefone, bicicleta pra alugar, fotos a cada metro (inclusive aquelas toscas fingindo que está encostando na pontinha ou empurrando o ponto turístico).

Bom, deu pra sacar né? Ah, não, peraí. Quando cheguei a Washington a primeira coisa que fiz (depois de um almoço muito bom na própria Union Station) fui subir a bordo, de mala e cuia, naqueles ônibus vermelhos ridículos de dois andares que passeiam pela cidade com uma gravação pra cada ponto que a gente passa! Pronto, agora não dá pra ser mais ridiculamente turista.

Minto, dá sim:


Estou há mais de dois meses em NY, que fica a um pouco mais de 4 horas de Ônibus de D.C.. Meu irmão mora lá e até então estava com preguiça de ir. Já falei da minha amiga argentina Gaby né? Pois é, ela foi embora (buáááá) dia 6 e queria conhecer Washington antes de ir. Pronto! Lá fomos nós no último fim de semana dela aqui. Oh, céus, como haveria jeito de eu saber que esse era exatamente o fim de semana mais movimentado de todos os fins de semana mais movimentados de um lugar turístico na face da terra? Sim sim, é lindo e tal, mas esse tal de Cherry Blossom Festival veio na hora errada pra mim!

Bom, dois dias antes, marcamos o hotel (o mais barato! longe de tudo, no meio do nada, acho que a gente tava mais perto de NY do que de DC) e o ônibus.

Ps para viagens de ônibus

Pelo que vi, viajar de ônibus por aqui é muito fácil. Eu não sei quais são as rotas privilegiadas por esse transporte, mas tive uma experiência muito boa. Coloquei no Google: NY to DC, e adivinhem, me apareceu uma empresa que se chama: DC2NY! Perf (é minha nova gíria, com ênfase no F)! O ônibus mais famoso dessa rota é o Bolt Bus, mas não tinha mais vaga. A viagem custa de U$18 a U$20 a perna. Tranquilo, né? Também tem o trem, que eu pesquisei e vi uns preços exorbitantes - com certeza olhei errado porque todo mundo disse que é uns U$50. Enfim, tudo bem! O trem vai mais rápido, mas não achei longa a viagem de ônibus - que é sem paradas. E o melhor! Quem lê meu blog sabe, tem internet wireless no ônibus! O máximo. Todo mundo no ônibus com seus laptops (ligados no Facebook, 24/7 online, galera, não saudável, não saudável!).

Assim que chegamos, como já falei, pegamos aquele ônibus vermelho que garante um carimbo de turista no meio da testa da pessoa. U$35. Caro, né? Mas na hora pareceu uma boa ideia, porque o passe vale por 2 dias e é no estilo hop on/hop off, ou seja, você salta nos pontos que desejar e de meia em meia hora passa outro para você continuar a viagem. E como a cidade é pequena, acho que dá pra ver tudo usando o ônibus como transporte. Além de, como eu disse, gosto mesmo de ser turista, então é super legal as explicações do nosso guia virtual.

Porém, como já dito acima, a multidão de turistas empacava tudo o que era pra ser divertido - quando o ônibus chegava na estação que a gente queria subir, ele estava lotado e tínhamos que ir embaixo, onde nao dá pra ver direito! A graça é ficar lá em cima né. E também estava o maior engarrafamento pelas ruas da cidade, então o guia acabava de descrever e ficávamos mais uns 25 minutos parados no trânsito admirando o monumento. Aff!

Mas fora isso, amei a cidade. De fato o Cherry Blossom Festival é lindo. Vai do dia 27 de Março a 11 de Abril e é nacional. É o início da primavera e as árvores de flor de cereijeira ficam lindas, cheias e rosas! Elas povoam principalmente o espaço entre o National Mall e o U. S. Capitol, onde tem um gramado beeem extenso e as pessoas ficam lá deitadas, comendo, brincando, dormindo e admirando a beleza do lugar. As árvores de cereijeira foram doadas pelos japoneses em 1912 - 3000 delas! Curiosidade: Eles tentaram presentear com 2000 árvores em 1910, mas elas chegaram "bichadas" com alguma doença e tiveram que ser destruídas.

Washington é beeem organizado, limpo. Me parece que tudo funciona! Lógico né, o presidente passa por ali.. É também do tipo de cidade que você não precisa de muito conhecimento pra andar, é muito pequena. Tem a área dos monumentos, que dá pra ir andando de um pro outro, passando por todos os museus. Tem Dupont Circle, que tem como centro uma praça redonda (han.. circle!) com várias ruas bem bonitas a volta, com muitos restaurantes, cafés e bares. E tem Georgetown, que por algum mistério da natureza não tem metrô, o que dificulta tudo na vida de uma pessoa. Mas lá que é bom para quem quiser fazer compras, muitas lojas!


Incrível: ao contrário de NY, onde os museus custam os olhos da cara, em D.C. a maior parte é de graça! Costumo dizer que os museus 'sérios' são de graça, como o Museu do Holocausto, de História Americana, História Natural, Air and Space, os do Smithsonian, etc (cara, Washington só tem museu!). Também tem os mais 'descontraídos', que tem que pagar, tipo o Spy Museum, Newseum (museu de jornalismo que eu quero muito ir, viu Pedro!), Museu do Crime, essas coisas... Queria ir em todos, mas foi impossível pensar em enfrentar qualquer uma daquelas filas imensas e depois chegar ao museu e não conseguir parar para ler alguma coisa pois a massa de pessoas te empurrava. Foi o que aconteceu no único museu que fomos: o Holocaust Memorial Museum. Chegamos cedo, a fila nem estava imensa ainda. Conseguimos ingressos de uma moça que tinha sobrando (ainda não entendi, os ingressos são de graça, mas não sei onde você arruma). Mas não dava, como a Gaby disse, parecia que estávamos num show, sabe? De tanta gente!

Mas este museu é muito bom! Muito bem feito... Eu fico muito impressionada com esse assunto e já prometi a mim mesma que não vou ver mais filmes com este tema! Chega! Mas enfim, a Gaby queria muito ir e eu fiquei feliz que fomos. É o máximo, tem uniformes dos alemães nazistas e dos judeus presos nos campos, tem as camas usadas nos campos, fotos, depoimentos, vídeos... Cada andar representa uma época na história do Holocausto. É imenso e muito bem elaborado, vale a visita. Mas, seguindo a dica do Pedro, meu amigo especialista na cidade, visite por último, pois é o tipo de museu estraga-viagem - saí de lá chorando!!!
E devo admitir que não olhei tudo. Eu gosto de ficar 3 horas no museu lendo tudo. Mas era impossível com tanta gente! Além de um bando de criança. Ok, aqui fica a pergunta:

  • Por que levar crianças para Washington?! Não é um bom programa infantil, eu odiaria se fosse criança! Não tem nada pra brincar, só coisa séria! Alooou, a Disney é logo ali!
Tá, tudo em Washington me impressionou. Mas o metrô...! Caraca! Parece que você está em outro mundo. Devo admitir que achei uma bosta a linha em si. Estou acostumada com as 700 linhas de NY, onde você chega a qualquer lugar por debaixo da terra. Em D.C. é muito diferente, olha só:

Enfim, tirando isso, o metrô é demais! As estações são super limpas, e com um clima de primeiro mundo incrível. A luz é baixinha, e dentro dos carros, tem carpete e os bancos são acolchoados! Se tem gente que dorme voltando pra casa no metrô do Rio ou de NY, em D.C. pode já levar a roupa pro dia seguinte e curtir a madrugada de sono profundo.


Bom, depois do primeiro dia de turismo intenso, me separei da Gaby (que foi ao Lincoln Memorial e outras coisas do gênero) e eu fui encontrar com meu irmão em Dupont Circle, onde ficamos com os amigos dele sentados sem fazer nada durante horas, ele me levou para conhcer o Mr. Yogato, depois pedimos comida e fomos para a casa das amigas dele (moram 4 lá) e depois fui-me embora! Uma parte de mim ama turistar, mas eu gosto mesmo de conhecer um lugar vivendo a vida das pessoas que moram lá. Essa é a realidade. Porque mal ou bem se você só conhece os pontos turísticos, sai de lá tendo visto o que todo mundo vê em dois dias e não sabe o quando a vida lá é diferente (ou não) da sua. Filosofei, né? Espero que tenha dado para entender!


Bom, no mais, até foi legal ter conhecido (finalmente) os Obama. A Michelle é mesmo uma fofa e o Barack não pára de rir. Foi mais fácil do que eu pensava entrar na Casa Branca (que é menor do que parece). Brasileiro consegue tudo, né?


O post fica por aqui (amiguinhos!) É lógico que tem mais coisas, mas pelos míseros dois dias que eu passei lá foi o que deu pra notar de mais interessante. Esse post é 'Washington - Parte 1', porque com certeza irei lá mais vezes.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

3 Comments

Washington - Parte 1,5

Pra quem continuou, uma parte especial e importante: Mr. Yogato!

O Mr. Yogato é um daqueles lugares de frozen yogurt que abriram que nem Konis no Rio. Meu irmão é louco por lá! É um lugar pequenininho, que vende um iogurte realmente bom. Eles têm 18 sabores, mas servem 4 por vez (num sistema 'rotatório' semanal).
Mas o que diferencia o lugar é indiscutivelmente o bom humor.

Entenderam? Você ganha desconto se estampar o nome da loja na sua testa! E coisas do gênero... além de ele ser fã de Seinfeld - ponto pra ele! O bar, fundado há pouco mais de dois anos, foi criado por um "cientista de foguetes" em busca de um iougurte delicioso e saudável. Quão nerd?

Dá pra jogar um Nintendo super velho (não me perguntem que eu não sei qual é), com várias fitas (não funcionou? assopra!), cantar no karaokê, recriar a coreografia de Thriller para ganhar 20% de desconto, se vestir como o tenista dos anos 80 Bjorn Borg para 25% ou até mesmo cantar "I'm Too Sexy" com o sotaque sueco do cantor para pagar apenas metade!

Tudo isso se deliciando com seu iogurte que é non fat. E para os "locais" da casa, como meu irmão, ainda tem segredinhos especiais, como a "cool spoon", que fica longe do alcance dos meros mortais. Você pede, e a vendedora discretamente busca uma colher maior e de outra cor para você.


No mais, você escolhe entre três tamanhos, o número de coberturas (chamados de 'mctoppings'), que incluem desde Haribo (pra quem não estudou no Cruzeiro são aquelas balinhas de gelatina em forma de ursinhos que fazem as crianças felizes), frutas, cereais, M&M... São 40 no total. E no balcão ainda dá pra encontrar potes de pimenta, sal e manjericão. Hum....

Ah! E a interatividade não pára por aí. Você pode sugerir um sabor (de iogurte ou de cobertura) e se for aceito, eles colocam o seu nome! No ano passado, meu irmão sujeriu o sabor de maracujá, que fez o maior sucesso! Marco's Passion (maracujá em inglês é passion fruit). E ganha desconto pra vida toda! Maravilha!


Olha aí:


No site eles já dizem:
We look forward to seeing you at Mr. Yogato (and hearing you order in a funny accent).

Pois é, irmã coruja e apreciadora de "como se vive aqui?" que sou, meu domingo aleatório foi tão satisfatório quanto o sábado turístico em Washington. Além de ter sido apresentada ao incrível Tenacious D (Jack Black em sua melhor forma) pela juventude que me cercava!

Mr. Yogato - 1515 17th Street NW - Washington, DC 20036 - 202.629.3531

quinta-feira, 8 de abril de 2010

5 Comments

City Slips

Vou criar uma 'sessão' de posts rapidinhos: "Que incrível - coisas que só tem por aqui!"

Provavelmente a maior parte será de produtos inovadores - pelo menos pra mim!

Olha que incrível...

Esse sapato!

Foi pra night... colocou o salto 20, tá linda. Deu três passos e virou um pato. Dá pra aguentar até o fim da noite, mas a volta pra casa é sempre pensando: "Por queeeee eu estou com esse sapato que castiga meus pés?"

Tcharam: City Slips


É o seguinte: É uma sapatilha super dobrável (a sola é dividida em dois, então não estraga, é pra dobrar mesmo) para você levar na bolsa e trocar seus sapatos e poder andar nas nuvens! E vem com uma bolsinha para guardar. Aí eu penso: ok, as sapatilhas até podem caber em uma bolsa razoalvemente pequena, mas o que eu faço depois que tiro os saltos? Carrego na mão?

Pois é, a bolsinha vira uma sacola pra carregar os sapatos que outrora (adoro essa palavra) eram o terror da sua existência.

(se não conseguir ler, clica que a imagem aumenta)

Fotos mais amadoras, impossível. Mas a preguiça é maior. E dá pra entender né? Comprei ontem, custa R$28 dólares. Na verdade eu já estava procurando uma sapatilha assim, mas essa é super mais legal e muuuito confortável. Sério, acho que eu devia começar um canal de merchan.



Tem em preto, prata e dourado. Dá pra comprar pela internet, só não sei se entrega no Brasil. Aqui vende naquela loja Ricky's, que vende tudo o que é inutilidade de beleza da vida. E mais bonitinho é a caixinha e a sacola que vem com uma imagem 'delineada' de prédios.


"Meu pé, meu querido pé que me aguenta o dia inteirooo-uuuu"

terça-feira, 6 de abril de 2010

3 Comments

Iphone X Blackberry

O que vocês vão ler a seguir é uma visão muito leiga e ignorante (mais ou menos a proposta do blog, hehe) sobre essas duas maravilhas tecnológicas a partir de uma análise (leiga e ignorante) do pessoal daqui.

Mais nerd que eu só nascendo de novo. Talvez meu irmão de 3 anos consiga, já que ele acha que toda tela é 'touch-screen' e já sabe colocar os vídeos no Youtube pelo telefone e jogar certos jogos. O fato de o meu pai vir com todas as tecnologias antes de todo mundo também ajuda (eu fui provavelmente a primeira criança a ter um MP3, thanks Dad!). Portanto, essa questão de eletrônicos e afins me interessa muito! Já testei muitos celulares, e uma vez tendo possuído o maravilhoso artefato móvel idealizado por Steve Jobs, o tal de Iphone, eu não quero outra coisa na minha vida! Ele já era ótimo no Brasil, quando eu herdei um que passou pelo meu pai e irmão (é muita humilhação herdar coisas do irmão mais novo, oh céus) e chegou pra mim desbloqueado - só assim, porque pagar quase 2 mil reais na Vivo estava fora de cogitação. E eu nem tinha pacote de dados! Aqui então, que custa menos de 200 dólares o novinho eu tô feliz da vida.

Andando por aí eu vi que muita gente tem um Iphone (o 3G, versão anterior ao 3Gs custa só
U$99!), mas não tanta quanto eu achava (err... pra mim ia ser 100% da população). Principalmente entre os jovens, o que divide a atenção da galera é o BlackBerry. Tenho certeza de que essa disputa Blackerry X Iphone não é só daqui, sei que no Brasil isso também existe. Mas só agora parei para prestar atenção.
Não sei ainda muito bem como ele funciona, tentei descobrir um pouco. E perguntava, porque vocês não têm um Iphone?! E descobri o maior atrativo da concorrência: O BBM - BlackBerry Messenger.

O BBM permite (ou obriga, sei lá) que todos os usuários fiquem online o tempo todo! Você pode ter o MSN no Iphone, mas ele ainda não é multi-tarefas. Ou seja, quando a gente está online do MSN (ou no Skype), tem que permanecer na 'página', não rola de deixar o telefone na bolsa ou fazer uma ligação ao mesmo tempo em que seu bonequinho aparece verde na lista dos seus amigos. Às vezes eu até entro no MSN para falar com alguém quando estou na rua, mas é sempre rapidinho porque não há paciência pra ficar com o telefone na mão sem fazer nada mais do que falar com as pessoas.

Eu fiz uma mini-pesquisa com os amigos do meu irmão (moram em Washington e tem +- 21 anos) que não se desgrudam do telefone um segundo. Eu, bem tupiniquim, falei: 'Gente, porque vocês não têm um Iphone?!' E vi que existe uma legião de fãs do BB que nem cogitam mudar de aparelho. E ok, o Iphone já é viciante em um modo não-saudável, mas uma vez que você tem um aparelho que faz de você um bonequinho ambulante, 24 horas por dia, passa dos limites da simples portabilidade, né?!

E eles falaram: "A gente sabe quando a pessoa recebeu a mensagem, e quando leu também. Então não tem essa de alguém te ignorar. Ou você pensa: 'Ei, porque ele não está respondendo??". Isso é possível porque lá na telinha do chat aparece: D ou R, de Delivered e Read (entregue e/ou lido). Quer fazer um charminho?! Já era! Ajoelhou, tem que rezar. Ou leu, tem que responder!

Ao meu ver, o sucesso desse tipo de 'rede' depende de quanta gente tem. Por exemplo, o Nextel. Eu sinto que não pegou tanto, porque é o mesmo esquema: se todos os seus amigos têm, aí é ótimo, porque você se comunica com todo mundo de graça. É meio inútil se você paga por um serviço que não te permite falar com tanta gente assim. Pelo que eu vejo nem tanta gente tem Nextel assim. Já o caso do Blackberry aqui, entre os jovens principalmente, funciona. Porque você tem vários amigos na sua lista e essas mensagens entre os telefones são de graça (ou incluídas no plano).

Além disso, me parece que a câmera do BB é bem boa, e tem flash, diferente da do Iphone. O que coloca o aparelho da Apple em destaque, além de milhões de benefícios, é a App Store, com seu número crescente de aplicativos para todos os gostos! O Blackberry também tem aplicativos, o App World mas eu não sei ainda em qual extensão, comparado ao Iphone.

Mas fala sério, o aparelho da Apple te permite TUDO! Cada um tem o seu personalizado com aplicativos. O meu tá cheio de aplicativos de fotografia, tem lá os do Facebook, Orkut, NY Times, Brasileirão 2010... Tem até um da Vogue de fotografar as peças de roupa e fazer que nem a Alicia Silverstone em "As Patricinhas de Beverly Hills" (tradução podre de 'Clueless') e escolher virtualmente a roupa que vai usar! Nerd e patricinha, ok!

E o melhor de tudo pra mim é o mapa. Principalmente para turistas. Eu cheguei aqui sem saber usar o metrô e sem saber chegar nos lugares (acho que como todo mundo...). No mapa do telefone você digita o endereço do lugar ou o nome de onde você quer ir (ex: Starbucks, ele identifica todas as Starbucks nas proximidades de onde você está) e clica: Directions to here. A pé, de carro ou de metrô, você escolhe. Ele te diz o caminho, o tempo que vai demorar, e se for de metrô é aí que a mágica acontece: você nem precisa decifrar as linhas, o aplicativo te diz exatamente o trem que se pega, e as baldeações necessárias para o seu destino. Tipo: pegue o 4 até a Union Square, depois baldeie para o 6 até Astor Place. Não precisa ficar que nem um turista babaca durante horas na frente do mapa no metrô e ainda por cima fazer o caminho errado. MARA!!!

E ainda por cima, a maior parte dos lugares que você acha no mapa dá pra clicar e VER a vizinhança, pelo Google Earth integrado. Você consegue passear 360 graus pela rua e ver a fachada do bar que você pretende ir à noite. Isso foi essencial para que eu conseguisse me movimentar por aqui sozinha, sem ter medo de me perder. Além de tudo tem um GPS, para você saber mais ou menos (devo admitir que a bolinha azul que deveria indicar exatamente onde você está às vezes se mexe sozinha e vai parar 3 quadras depois) onde está.

Uma vez selecionado o lugar, você clica e pode ter informações, como o telefone (que é só clicar para ligar), e-mail, site, endereço, etc.

Tem aplicativos que são record de downloads por aqui, como o Shazam (tem para BB e Iph):

Se a sua playlist é exótica que nem a minha (morro de medo de alguém puxar meus fones de ouvido no meio da rua e ver que eu estou ouvindo Alejandro Sans cantando 'Corazón Partido' ou Antonio Banderas e Eddie Murphy como o gato e o burro de Shrek cantando 'Livin da Vida Loca') o Shazam é um must!!! Na verdade para qualquer pessoa que goste de música, mas quanto mais eclético você seja, mais útil ele é, na minha opinião. É o seguinte: você esta num lugar (casa de alguém, boate, bar) e se amarra na música que está tocando. Que música é essa?! Pega o seu telefone, clica "tag" e Shazam! Ele te diz o nome, cantor e CD (com capa e tudo) da música que está tocando. Pra quem é dentro da lei e te escrúpulos (o que não é o meu caso), dá pra baixar diretamente do Itunes na mesma hora. [Eu espero chegar em casa e baixo no Lime Wire - mau exemplo.] Antes dessa modernidade na minha vida, olha o que eu fazia: decorava uma frase da música e procurava no Google ou no Let's Sing It (bom site para achar as letras) o nome da música pelo trecho que eu tinha. Ufa! Você não paga nada pelo aplicativo se quiser ter direito a 5 "taggeadas" por mês. Mas ele custa U$4,99 para poder usar o quanto quiser.
Outra coisa importante, quando você acha que ele não vai reconhecer porque está muito barulho, nananinanão. Reconhece sim! Já taggueei (nossa, exagerei) diversas músicas brasileiras, inclusive.

Também tem o Pandora, que vem no post seguinte, comecei a escrever e vi que tem muita coisa a ser dita sobre ele!

Bom, faltou me aprofundar mais nos outros benefícios do Blackberry. Mas acho que, pelo menos entre os jovens, o BBM é o que está revolucionando o comportamento das pessoas, agora online 24/7. O Iphone vem com tudo no design e aplicativos, que diversas empresas criam diariamente para atrair o público. Muitos deles de graça, para promover o que seja. Muitos filmes têm aplicativos de Iphone, assim como revistas e jornais. Para que o usuário esteja a um clique do produto. Tipo, o aplicativo daquele filme (super cult) Brüno (o cara do Borat), que permite que você escolha o tipo de cueca que o sujeito vai usar, tirar foto da cara de alguém e deixá-lo com o corpo do Brüno ou até importar Ringtones com a voz do personagem.


Por enquanto, como deu pra perceber (vou cobrar o Steve pela propaganda do produto) sou fã do Iphone e não tô querendo saber de estar online o tempo todo. Prefiro as ilimitadas opções do incrível mundo dos aplicativos!


Ps: Pai, agora precisamos testar o Ipad!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

4 Comments

Comendo tailandês no Brooklyn

Eu ainda vou escrever muito aqui de Williamsburg, que é o bairro "cool" do Brooklyn. Já fui lá umas 3 vezes, mas não me sinto muito conhecedora do assunto ainda para me aprofundar sobre o local. Só sei que pegando o metrô (4, 5) se sai na Bedford Ave que é a rua do agito! Restaurantes, brechós, camelôs (ai que saudade de casa!), lojas e muita gente esquisita (no bom sentido) e jovem.

Ontem fui lá para almoçar, é pertinho na verdade. Comi em um restaurante tailandês que achei digno de um post (não que os requisitos para isso sejam elevados).


O restarante se chama Tai Thai, que criativo. Bom, fica na Bedford Ave, como já dito. E o legal é que, finalmente a primavera está dando as caras e ontem fez um dia lindo. Aí as pessoas já começam a andar de vestido e chinelo na rua e os restaurantes se livram das portas e janelas e vão se expandindo para a calçada. Pois bem, no Tai Thai eu sentei numa mesa bem na beira da calçada, o que tornou a experiência bem mais agradável - ainda mais depois de tanto tempo dependendo do aquecedor.



Já adianto que eu não entendo absolutamente nada de cozinha tailandesa. Só sei que é picante, tem galinha e é isso aí. Infelizmente a minha companhia atual de restaurantes (minha querida Gaby, que dorme profundamente na cadeira ao meu lado) só come folhas e derivados, então o prato dela nunca serve de exemplo do cardápio (e não pude nem provar essa sem-gracisse porque tinha camarão). Bom, mas o meu foi ótimo!

Como todos os restaurantes, tem o "Lunch Menu", que é ao que eu frequentemente me limito - sempre vem com uma entrada (às vezes bebida e sobremesa), uma boa porção de comida e é baratinho. Não é que nem o almoço 'executivo' no Rio, que custa os tubos (adoro essa expressão!). Pelo menos na Zona Sul. Haja VR. Por isso que é bom trabalhar no Centro... Bom, voltando... Meu prato de arroz, galinha legumes e molho de Basil (que eu achava que era Manjericão até provar, depois eu pesquiso, tô com preguiça) custou U$5,55. E ainda veio com um rolinho primavera divino! (Só para vocês entederem, rolinho primavera pra mim é praticamente uma salada. Vem cheio de legumes, então eu ignoro que é frito. Tipo banana split - tem fruta, é light. Ou cuscus - côco! Há, isso tem um nome né? Quando a gente se engana conscientemente... se alguém souber me diz).

Não tinha ninguém, mas lá atrás do restaurante tinha uma área coberta muuuito agradável. Descobri quando fui ao banheiro - só indo ao banheiro a gente conhece realmente o restaurante, na minha opinião.


- Dá só uma sacada nesse casal estranho nessa mesa esquisita. NY é cheio dessas coisas! Eu acho interessante...
Gastei menos de U$10 e comi que foi uma beleza! Ao contrário da Gaby, que comeu alface e três camarões, coitada. Ah, e adorei o fato da bebida vir num pote de geleia. Não faz toda a diferença?


Tai Thai - 206 Bedford Ave, Brooklyn 1121




Ps: Estou escrevendo no ônibus, indo para Washington. Nerd?! Aqui tem Wi Fi! É muita modernidade para o meu terceiro-mundo-lifestyle.